Benjamin Netanyahu e Donald Trump discutem acordo com Irã em meio a tensões em Israel

O novo memorando entre EUA e Irã pode impactar a segurança de Israel, gerando críticas internas e preocupações sobre a influência do Hezbollah na região

16/06/2026 06:26

2 min

Benjamin Netanyahu e Donald Trump discutem acordo com Irã em meio a tensões em Israel
(Imagem de reprodução da internet).

Netanyahu e Trump discutem acordo com Irã em meio a tensões

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, estava em uma reunião com o gabinete de segurança em um bunker quando recebeu uma ligação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no domingo (14). Trump informou sobre um memorando de entendimento entre os EUA e o Irã, após expressar sua irritação com um ataque israelense a Beirute na primeira ligação do dia.

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Na segunda-feira (15), Trump comunicou que as negociações iniciadas no final de fevereiro estavam efetivamente encerradas.

Netanyahu, que havia rejeitado publicamente o acordo nuclear com o Irã em 2015, não se manifestou de forma contundente sobre o novo memorando. O acordo pode reabrir o Estreito de Ormuz e aliviar as sanções econômicas contra Teerã, enquanto adia discussões sobre questões que Israel considera prioritárias.

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O memorando deixa para depois os temas do programa nuclear iraniano e seu arsenal de mísseis balísticos, oferecendo alívio econômico ao regime iraniano, algo que Netanyahu se opõe.

Reações de Netanyahu e da oposição israelense

Após o anúncio do memorando, Netanyahu fez uma breve declaração em coletiva de imprensa, onde mal mencionou o acordo ou Trump. Questionado sobre a situação, afirmou: “Há casos em que o presidente Trump e eu não concordamos. Sou responsável pelos interesses de segurança de Israel, e isso precisa ser feito com sabedoria”.

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O acordo pode restringir a capacidade de Israel de combater o Hezbollah, já que o Irã exige a retirada militar israelense do sul do Líbano, o que Israel já declarou não estar disposto a fazer.

Figuras políticas israelenses, incluindo parceiros de coalizão de Netanyahu, criticaram o acordo, considerando-o “perigoso”. O ex-primeiro-ministro Naftali Bennett e o ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel, Gadi Eisenkot, também expressaram preocupações sobre a segurança de Israel.

Enquanto isso, a equipe de campanha de Netanyahu busca uma nova mensagem, já que a popularidade de Trump entre os israelenses judeus caiu significativamente, de 64% em março para 41% em maio de 2026.

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Possíveis encontros entre Netanyahu e Trump

Nos bastidores, Netanyahu está buscando uma reunião a sós com Trump para discutir suas preocupações sobre o acordo com o Irã. Embora seu gabinete tenha negado a possibilidade, essa reunião poderia permitir que Netanyahu demonstrasse sua proximidade com o presidente americano.

A equipe do premiê acredita que a atual situação é um obstáculo temporário e que a relação entre os dois líderes pode se recuperar antes das eleições de outubro.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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