Guilherme Boulos diz que anistia não avança e acusa manobra para soltar Bolsonaro
Debate aquecido no Congresso sobre proposta de anistia
Em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, do Canal Gov, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol), manifestou ceticismo em relação à viabilidade de uma proposta de anistia para os envolvidos nos atos de 8 de Janeiro no Congresso Nacional.
Boulos declarou que a iniciativa “não tem perspectiva de avançar” e que a movimentação em torno da proposta busca, na sua visão, desviar a atenção de outros aspectos relevantes.
Investigações e críticas à proposta
O ministro também abordou as investigações em curso no caso do Banco Master, de Daniel Vorcaro. Ele ressaltou que a proposta de anistia é, em parte, uma tentativa de desviar o foco de escândalos financeiros e de irregularidades que envolvem figuras políticas de destaque.
Boulos mencionou a operação da semana anterior contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e as suspeitas de pagamentos mensais do Banco Master a políticos, que chegariam a valores de R$ 300 mil a R$ 500 mil.
Foco no ex-presidente e críticas à anistia
Em sua fala, Boulos criticou o objetivo principal da proposta de anistia, que, segundo ele, seria beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro. O ministro argumentou que os proponentes da anistia demonstram falta de preocupação com casos como o da cabeleireira Débora Rodrigues, a Débora do Batom, e que a prioridade deles é garantir a liberdade do ex-presidente, visando proteger seus próprios interesses. “Eles não estão nem aí para a Débora do Batom.
No fim do dia, o que eles querem é tirar o Bolsonaro [da prisão]. Essa é a prioridade deles, é salvar a própria pele”, afirmou.
Reação à suspensão de produtos da Ypê
Boulos também comentou a polêmica envolvendo a suspensão de lotes de produtos da Ypê pela Anvisa. O ministro classificou as reações de apoiadores de Bolsonaro que associaram a decisão a supostas perseguições políticas contra a empresa como “estupidez”.
Ele enfatizou que a decisão da Anvisa foi baseada em critérios técnicos e regulatórios, e não em motivações políticas.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
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