Grande Bazar de Istambul recebe 400 mil visitantes por dia e oculta oficinas artesanais

O Grande Bazar de Istambul reúne 65 ruas, 14 hospedarias e cerca de 3.600 lojas, mas parte de sua produção artesanal acontece em pátios e oficinas escondidos atrás das vitrines. A história do complexo começou em 1453, após a tomada de Constantinopla.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O bazar recebe cerca de 400.000 visitantes por dia. Nas oficinas internas, joalheiros e artesãos produzem peças exclusivas, enquanto mestres mantêm técnicas tradicionais e as transmitem a filhos e aprendizes.
Mehmed II criou o centro comercial em 1453
Com 21 anos, o jovem sultão otomano Mehmed II entendeu que a reconstrução da cidade e a integração de uma população diversa exigiam um grande centro comercial. O projeto ganhou paredes espessas de alvenaria e uma organização comparada à de quartéis militares.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Armênios, gregos, judeus e siríacos estabeleceram parcerias sob o mesmo teto em arco, contribuindo para formar a identidade do local ao longo dos séculos. As lojas foram historicamente distribuídas conforme as profissões exercidas.
Oficinas funcionam longe dos corredores públicos
O núcleo do complexo é o Cevahir Bedesteni, construção histórica com 15 cúpulas que serviu de base para a expansão do mercado. Atrás de lojas antigas, como a antiquária Epoque, em funcionamento desde 1865, portas discretas dão acesso a pátios e oficinas.
Com teto de seis metros de altura e relíquias bizantinas encravadas nas paredes, esses espaços abrigam artesãos que abastecem o mercado de luxo internacional. Das janelas, é possível ver os telhados de telha do bazar, que apareceram no filme “Skyfall” (2012), da franquia James Bond.
Mestres preservam técnicas de joalheria artesanal
Pesquisas apontam que 57 mestres cravadores e fabricantes atendem a mais de 500 comerciantes de ouro e joias dentro das muralhas. A continuidade do ofício depende da transmissão de conhecimento entre gerações.
Leia também
Mestres experientes trabalham ao lado de filhos e aprendizes, combinando métodos tradicionais com ferramentas contemporâneas. A cravação manual, chamada mihlama, e a inspeção precisa de fissuras em gemas convivem com modelagem computacional em 3D e microscópios de alta precisão usados pelos novos artesãos.
Peças sob medida resistem à produção em massa
Mesmo com instabilidades econômicas e mudanças no consumo — como o declínio do uso diário de broches ou alfinetes elaborados —, o trabalho artesanal continua relevante. Anéis e outros artefatos são montados à mão com pedras preciosas raras sustentadas por diamantes lapidados.
O nível de detalhe dessas peças não pode ser reproduzido em linhas de montagem industriais. Nas oficinas ocultas, o trabalho humano e a arte secular seguem como parte central do patrimônio do Grande Bazar de Istambul.
Editoria:
Redação Variedades
A Redação Variedades reúne a cobertura do Clique Fatos sobre horóscopo, comportamento e curiosidades. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



