GPA passa de lucro de R$ 142 milhões a prejuízo de R$ 220 milhões, mas CEO pede cautela

Sem o crédito extraordinário de 2025, o prejuízo iria de R$ 360 milhões para R$ 240 milhões, diz Alexandre Santoro.

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CEO do Grupo GPA, Alexandre Santoro | Foto: Reprodução/CNN Brasil
CEO do Grupo GPA, Alexandre Santoro | Foto: Reprodução/CNN Brasi...
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O Grupo GPA fechou o terceiro trimestre de 2026 com prejuízo de R$ 220 milhões, depois de ter lucrado R$ 142 milhões no mesmo período do ano anterior. O balanço saiu na quarta-feira (4).

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Em entrevista ao CNN Money, o CEO Alexandre Santoro pediu cuidado na comparação com o ano passado, quando a empresa teve um efeito extraordinário que inflou o resultado. “Ano passado teve um crédito extemporâneo, foi algo atípico que aconteceu e que fez a gente ter lucro na época. Quando você tira esse efeito extraordinário, que não é recorrente, e compara ano contra ano, a gente sai de um prejuízo de 360 milhões para um prejuízo ainda de 240 milhões”, afirmou.

Recuperação extrajudicial ainda não aparece no balanço

Santoro explicou que a recuperação extrajudicial, homologada em outubro, não se reflete nos números do terceiro trimestre. Os ganhos do processo devem surgir nos próximos períodos, à medida que as medidas previstas forem executadas.

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“A gente homologou a recuperação extrajudicial agora em outubro, só que a gente está na fase de execução normal dos trâmites, mas no balanço ainda não aparecem os benefícios”, disse o executivo. Ele também informou que uma captação de R$ 200 milhões e a troca de dívida devem acontecer até dezembro.

Receita recua 6,5% com corte de operações pouco rentáveis

A receita caiu 6,5%, e não quase 10%, como chegou a ser apontado, segundo o próprio executivo. Cinco pontos percentuais dessa queda vieram de uma escolha da companhia: encerrar negócios que davam margem negativa ou muito baixa.

“A gente tinha algumas receitas e alguns negócios que tinham margem negativa ou margem muito baixa. Então, a gente tomou a decisão consciente de que isso afetaria a venda, mas melhoraria a última linha”, afirmou Santoro. Nas vendas em mesmas lojas, que consideram apenas unidades em operação nos dois períodos comparados, o recuo foi de 1,5%.

Abastecimento irregular pesou nas vendas

Santoro atribuiu a queda nas vendas em mesmas lojas a dois fatores: o cenário macroeconômico e os efeitos da recuperação extrajudicial sobre o abastecimento das unidades. Para ele, o varejo alimentar vive uma retração de volume há cerca de dois anos.

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A renegociação de dívidas também abalou a relação com parte dos fornecedores, o que levou a falhas no abastecimento das lojas. “Esse processo foi muito importante, mas ele, de certa maneira, afetou as nossas vendas”, reconheceu o CEO.

Apesar da receita menor, a companhia diz ter ganhado em eficiência. Com a saída das operações menos rentáveis, o controle de custos e a melhora das margens comerciais, o Ebitda cresceu 17% na comparação anual.

Extra e Pão de Açúcar entram na estratégia de retomada

Entre as iniciativas para recuperar vendas e participação de mercado, Santoro citou o reposicionamento da marca Extra, que já passa por testes no Rio de Janeiro. Em São Paulo, a aposta está no Pão de Açúcar.

Nesse caso, o plano inclui melhorias no atendimento, no setor de hortifruti e na formação técnica das equipes.

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