GPA (PCAR3) perde R$ 220 milhões após lucro de R$ 142 milhões; vendas também recuam

O Ebitda ajustado cresceu 16,9%, enquanto o GPA atribuiu a queda das vendas a problemas de abastecimento e ao consumo mais fraco.

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Em seus dois aplicativos, o Grupo Pão de Açúcar já acumula 82% de penetração entre os clientes de suas lojas | Foto: Divulgação
Em seus dois aplicativos, o Grupo Pão de Açúcar já acumula 82% d...
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O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) teve prejuízo de R$ 220 milhões nas operações continuadas no terceiro trimestre desse ano, depois de registrar lucro de R$ 142 milhões no mesmo intervalo do ano passado. A companhia atribuiu a melhora operacional a cortes de despesas e à concentração em negócios mais rentáveis.

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O prejuízo consolidado, que inclui operações descontinuadas, foi de R$ 731 milhões, ante lucro de R$ 134 milhões um ano antes. A receita líquida caiu 9,6%, para R$ 4,1 bilhões, e as vendas mesmas lojas recuaram 1,4%.

Margens avançam, mas vendas seguem em queda

A comparação do resultado das operações continuadas foi influenciada por um crédito tributário extraordinário de R$ 418 milhões contabilizado no terceiro trimestre de 2025. Desconsiderado esse valor, o prejuízo teria diminuído 20,3% em relação ao ano anterior.

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As operações descontinuadas responderam por R$ 511 milhões do prejuízo consolidado. A maior parte veio de uma provisão de R$ 467 milhões ligada à arbitragem com a Casas Bahia.

Já o Ebitda ajustado subiu 16,9%, para R$ 482 milhões. A margem avançou 2,7 pontos porcentuais e chegou a 11,7%, enquanto a margem bruta passou de 27,6% para 30,7%, favorecida pela saída de negócios menos rentáveis e por mudanças na sistemática do ICMS.

O GPA informou que já obteve R$ 365 milhões em redução de despesas em 2026, o equivalente a 88% da meta anual. Os cortes de pessoal, a renegociação de contratos e ganhos de eficiência em tecnologia e logística foram as principais fontes de economia.

GPA aponta abastecimento e consumo fraco

A melhora das margens ainda não se traduziu em crescimento das vendas. A companhia relacionou a queda da receita e das vendas mesmas lojas a dificuldades de abastecimento e ao consumo mais fraco.

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“O nosso grande desafio é voltar a crescer a receita”, afirmou o presidente do GPA, Alexandre Santoro, em entrevista a Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Ele disse que ainda há espaço para elevar a eficiência, mas que a empresa precisa recuperar participação de mercado.

Plano prevê redução e alongamento da dívida

A homologação da recuperação extrajudicial, em outubro, permitiu avançar na redução do endividamento. Com os efeitos do plano e o uso de R$ 293 milhões obtidos com a venda da participação do GPA na financeira FIC para amortizar a dívida, o endividamento líquido passaria de R$ 3,755 bilhões para R$ 1,246 bilhão, uma queda de 67%, em bases pro forma.

A alavancagem cairia de 3,7 para 1,2 vez.

As mudanças ainda não aparecem no balanço de setembro e devem ser contabilizadas no quarto trimestre, segundo o diretor financeiro, Pedro Albuquerque. O plano também prevê ampliar o prazo médio da dívida de 2,1 para 6,4 anos.

Os pagamentos previstos até 2028 devem cair de R$ 5,2 bilhões para cerca de R$ 400 milhões.

A Redação Economia reúne a cobertura do Clique Fatos sobre economia, negócios, mercado financeiro, agronegócio e finanças pessoais. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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