Raízen (RAIZ4) aprova em assembleia aumento de capital de até R$ 39,8 bi e plano de recuperação

Shell pode aportar até R$ 3,5 bilhões, e o Conselho define em 6 de novembro os acionistas com direito de preferência, que poderão exercê-lo até 8 de dezembro.

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Logotipo da Raizen é visto em São Paulo, Brasil, em 20 de agosto de 2025 REUTERS/Amanda Perobelli
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A Raízen (RAIZ4) aprovou na sexta-feira (30) as medidas societárias necessárias para pôr em prática seu plano de recuperação extrajudicial. A decisão inclui um aumento de capital que poderá chegar a R$ 39,8 bilhões.

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As deliberações foram tomadas em assembleias gerais extraordinárias da companhia e da Raízen Energia, além de uma assembleia especial de acionistas preferencialistas. Pelo desenho da operação, a Shell Brazil Holding ou suas afiliadas podem aportar até R$ 3,5 bilhões.

A Aguassanta Participações, se decidir participar, pode colocar potencialmente R$ 500 milhões.

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Como será feito o aumento de capital

O aumento também prevê a capitalização de parte dos créditos que os credores detêm contra a companhia, além do exercício do direito de preferência pelos demais acionistas. Ele será executado em três emissões simultâneas, com ações ordinárias e preferenciais classe B, cada uma a R$ 0,25 por papel.

A terceira frente são as units, formadas por uma ação ordinária e uma preferencial classe A, vendidas a R$ 0,50 por unidade. O teto de valor leva em conta a hipótese de a Cosan não exercer seu direito de preferência na subscrição das ações preferenciais classe B.

A operação ainda pode ser homologada apenas em parte.

Datas do direito de preferência

O Conselho de Administração deve deliberar sobre o aumento em 6 de novembro. Na mesma data serão definidos os acionistas com direito de preferência, que poderão exercê-lo entre 9 de novembro e 8 de dezembro.

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A partir de 9 de novembro, as ações passam a ser negociadas sem direito de participação na operação.

Separação dos negócios e venda da distribuição

As assembleias também aprovaram uma redução de capital da Raízen SA. de até R$ 35 bilhões. Essa redução será feita com a entrega aos acionistas de valores mobiliários emitidos pela Raízen Energia.

A medida integra a segregação dos negócios do grupo, que deve dar origem a duas companhias abertas e independentes. A Raízen Energia ficará com a produção e a comercialização de etanol, açúcar e bioenergia. Já a Raízen SA. seguirá com a distribuição de combustíveis e lubrificantes da marca Shell.

A separação, porém, ainda depende do cumprimento das condições previstas no plano de recuperação extrajudicial.

A companhia informou que vai começar os trabalhos preparatórios para um processo competitivo que avalie possíveis investimentos no negócio de distribuição de combustíveis. A eventual oferta pública secundária de ações está entre as alternativas em análise.

As medidas seguem a reestruturação financeira e societária do grupo, cujo plano de recuperação extrajudicial foi homologado em 30 de julho de 2026.

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