Governo Trump planeja aceitar 17,5 mil refugiados sul-africanos brancos nos EUA

O plano de reassentar africâneres nos EUA custará US 500 milhões e ignora outras populações vulneráveis.

27/09/2026 11:10

3 min

Refugiados afegãos participam de uma reunião em Islamabad, Paquistão, em 24 de janeiro, para discutir sua situação depois que o presidente Donald Trump suspendeu os programas de refugiados dos EUA
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O governo Trump informou ao Congresso dos Estados Unidos que pretende aceitar 17.500 refugiados no ano fiscal de 2027, com foco quase exclusivo em sul – africanos brancos. A informação consta em um relatório apresentado na terça – feira (22) e obtido pela CNN.

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O documento representa uma guinada radical no programa de refúgio americano, que historicamente acolhia pessoas que fugiam de guerras, perseguições ou perigos iminentes. Agora, a administração Trump sinaliza que a maioria dos admitidos será de africâneres da África do Sul, grupo que, segundo o governo, sofre discriminação em seu país de origem.

O plano para os africâneres

No relatório enviado ao Congresso, o governo afirma que as admissões corresponderão “principalmente a africâneres da África do Sul”. O texto argumenta que esse grupo enfrenta perseguição e que os Estados Unidos preveem que eles “se assimilarão plenamente ao país de uma maneira que preserve os recursos dos contribuintes para os cidadãos americanos”.

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O documento ainda destaca que Washington não espera que outras nações reassentem africâneres. O custo estimado do reassentamento dentro do limite proposto é de aproximadamente US500 milhões, o equivalente a cerca de R 2,5 bilhões.

O presidente Trump já havia declarado anteriormente que quase todos os refugiados admitidos nos EUA seriam sul – africanos brancos. No início deste ano, o governo elevou o limite de refugiados para 17.500 especificamente para esse grupo — um salto significativo em comparação com o limite geral de 7.500 para o resto do mundo.

A mudança foi comunicada ao Congresso por meio de uma determinação de emergência.

Impacto diplomático e críticas

A decisão provocou reações imediatas. Autoridades sul – africanas negaram categoricamente as alegações de perseguição a brancos no país. Defensores de direitos humanos e grupos de apoio a refugiados criticaram o foco exclusivo da administração, argumentando que ele deixa de lado populações vulneráveis de todo o mundo que realmente necessitam de proteção.

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A CNN já havia reportado que este programa de refugiados, em grande parte paralisado para o restante do planeta, gerou uma série de complicações. Entre elas, disputas diplomáticas, uma corrida contra o tempo para abrir um centro de processamento na África do Sul e solicitações consideradas incomuns por parte dos candidatos.

Além disso, o programa registrou altas taxas de rejeição, em parte devido aos antecedentes criminais de alguns requerentes, segundo mais de uma dúzia de pessoas familiarizadas com o processo.

O relatório ao Congresso não detalha como os US 500 milhões serão aplicados, mas sinaliza que a prioridade da administração Trump é reestruturar o sistema de refúgio americano para atender a um grupo específico, rompendo com décadas de política humanitária voltada a múltiplas nacionalidades em situação de risco.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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