Governo projeta superávit de R$ 3,5 bilhões em 2026, abaixo da meta de R$ 34,3 bilhões

O 1º relatório bimestral prevê superávit primário de R$ 3,5 bilhões em 2026, dentro da margem de tolerância da meta, e congela R$ 1,6 bilhão em gastos.

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Governo Projeta Superávit Primário de R$ 3,5 Bilhões em 2026, Abaixo da Meta Inicial

O governo federal, através do Ministério do Planejamento e Orçamento, estima um superávit primário de R$ 3,5 bilhões para o ano de 2026. Essa projeção, divulgada no 1º Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, representa uma diferença de R$ 30,8 bilhões em relação à meta original de um saldo de R$ 34,3 bilhões estabelecida no Orçamento do ano.

Medidas para Ajuste das Projeções

Para alcançar o superávit primário de R$ 3,5 bilhões, o governo implementou um congelamento de R$ 1,6 bilhão em gastos públicos discricionários em 2026. Essa decisão, tomada pela equipe econômica, foi motivada pelo contexto eleitoral do ano e pela necessidade de cumprir as metas fiscais estabelecidas.

O congelamento visa controlar os gastos não obrigatórios, que poderiam impactar negativamente o resultado primário.

Marco Fiscal e Tolerância de 0,25%

O Orçamento aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente Lula em 2026 segue o marco fiscal definido pelo ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, estabelecendo um limite de gastos e uma meta de resultado primário – um saldo entre receitas e despesas, excluindo os gastos com juros da dívida.

A meta para 2026 é um superávit primário de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$ 34,3 bilhões. Existe uma tolerância de 0,25 ponto percentual, o que significa que o governo pode entregar as contas com um saldo de R$ 0, caso o resultado primário se mantenha próximo da meta.

Ajustes e Contingenciamento Evitados

Para garantir o cumprimento da meta fiscal, o governo revisou as despesas do Orçamento, que estavam acima do limite permitido pelo arcabouço fiscal. A equipe econômica também evitou o contingenciamento, que é uma medida utilizada quando há frustração de receitas esperadas nas contas públicas.

O congelamento de R$ 1,6 bilhão foi fundamental para alcançar o superávit primário de R$ 3,5 bilhões, evitando um impacto maior nas contas públicas em ano eleitoral.

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Revisão das Despesas Atípicas

Em 2025, o governo central registrou déficit primário de R$ 61,7 bilhões (0,48% do PIB), mas cumpriu a meta porque despesas consideradas atípicas são excluídas do cálculo. Essas despesas incluem precatórios excedentes, ressarcimento de beneficiários do INSS, despesas temporárias de educação e saúde, e projetos estratégicos de defesa nacional.

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