Governo Lula busca impulsionar inovação tecnológica e soberania no Brasil

No fórum da Ubrabio, em São Paulo, o secretário Daniel Almeida, do MCTI, defendeu dividir com as empresas o risco de investir em inovação.

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Foto: Reprodução
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Governo federal visa impulsionar desenvolvimento tecnológico no Brasil

O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Daniel Almeida, enfatizou a importância do papel do governo federal no estímulo ao desenvolvimento tecnológico nacional. Em declarações proferidas durante um evento em São Paulo, no dia 14 de maio de 2026, Almeida, representando o governo Lula, ressaltou a necessidade de fortalecer a soberania tecnológica do país.

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Almeida reforçou a estratégia do Planalto, iniciada no ano anterior, que prioriza a soberania nacional, argumentando que ela está intrinsecamente ligada à soberania tecnológica. Ele destacou a importância de expandir essa visão para além do setor de biodiesel, abrangendo todas as áreas de desenvolvimento industrial do Brasil.

O secretário acredita que o Estado e as empresas devem compartilhar os riscos associados a investimentos em ciência e inovação, buscando um equilíbrio para impulsionar o crescimento do setor.

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Incentivos e condições regulatórias

O secretário explicou que os incentivos financeiros oferecidos pelas agências do ministério, como crédito facilitado e benefícios fiscais, representam a forma como o Estado compartilha essa responsabilidade em novos projetos de pesquisa. Ele ressaltou a necessidade de agências e instituições governamentais criarem ambientes regulatórios previsíveis, que inspirem confiança nas empresas e as incentivem a investir em inovação.

A segurança e a estabilidade são cruciais para o sucesso de projetos de pesquisa e desenvolvimento, segundo Almeida.

Fórum de biocombustíveis em São Paulo

A União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) realizou em 14 de maio de 2026, no Distrito Anhembi, em São Paulo, o segundo dia de seu fórum. O evento reúne representantes de diversos setores, incluindo governo, Congresso, agências reguladoras, associações e empresas do setor de biocombustíveis, com o objetivo de discutir soluções tecnológicas, eficiência energética, sustentabilidade e questões regulatórias relacionadas ao mercado internacional de biocombustíveis.

O que são biocombustíveis?

Os biocombustíveis são produzidos a partir de fontes renováveis, como cana-de-açúcar, milho, soja e gordura animal. No Brasil, o etanol é amplamente utilizado na mistura com a gasolina, enquanto o biodiesel é adicionado ao diesel fóssil. Novas tecnologias, como a SAF (combustível sustentável de aviação) e o diesel verde, estão sendo desenvolvidas para descarbonizar setores de difícil eletrificação, como a aviação e o transporte pesado, oferecendo alternativas mais sustentáveis aos combustíveis fósseis.

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Esses combustíveis apresentam vantagens significativas, como uma cadeia produtiva concentrada no mercado doméstico e menor dependência da cotação internacional do petróleo, tornando-os menos vulneráveis a choques geopolíticos externos.

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