Governo brasileiro alerta para possibilidade de novas sanções dos EUA após tensões diplomáticas

O governo brasileiro busca mitigar impactos de possíveis novas sanções dos EUA, enquanto as relações diplomáticas permanecem tensas e sem diálogo efetivo.

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Fachada do Palácio do Planalto | Foto: Reprodução

O governo brasileiro está em alerta diante da possibilidade de novas sanções dos Estados Unidos, após um aumento nas tensões entre os dois países. A informação é de uma apuração da CNN Brasil junto a fontes diplomáticas, que indicam que uma ala da direita brasileira próxima ao Departamento de Estado norte-americano está articulando uma nova ofensiva contra o Brasil.

A situação se torna mais preocupante com a prorrogação pela administração do presidente Donald Trump da ordem executiva que declarou emergência nacional em relação ao Brasil. Essa medida, utilizada em 2025 para impor tarifas de 50% sobre produtos importados, não está em vigor atualmente, pois foi barrada pela Suprema Corte dos EUA.

Recentemente, o Itamaraty negou vistos a dois membros do Departamento de Estado que pretendiam visitar o Brasil para discutir questões relacionadas ao sistema eleitoral.

Possibilidade de novas sanções

Diplomatas consultados sob condição de anonimato consideram remota a chance de novas tarifas serem anunciadas neste momento. No entanto, outras sanções, como a retirada de vistos e a aplicação da Lei Magnitsky, permanecem na pauta das discussões.

Enquanto isso, o Palácio do Planalto informa que os canais de diálogo com a Casa Branca estão abertos, mas observa que esses espaços não têm sido utilizados por ambas as partes desde a imposição original das tarifas.

Vistos negados e implicações políticas

A embaixada dos Estados Unidos avisou o governo brasileiro de que dois funcionários do Departamento de Estado viriam ao Brasil para uma “missão eleitoral” e pretendiam encontrar Flávio Bolsonaro. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apurou que Riley Barnes, secretário-assistente para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, e Samuel Samson, subsecretário-assistente, haviam solicitado a emissão dos vistos no dia 20 de julho.

Uma reportagem do The Washington Post revelou que os enviados tinham como objetivo preparar um ataque à confiabilidade das urnas eleitorais brasileiras. Ambos os funcionários estão diretamente ligados ao secretário de Estado Marco Rubio, considerado um aliado importante da família Bolsonaro em Washington.

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A recusa do Itamaraty em conceder os vistos levanta questões sobre as relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos.

Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

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