Trump diz que Flávio Bolsonaro pode ficar nos EUA “o tempo que quiser”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no sábado (31) que o senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL) pode ficar no país “o tempo que quiser”. A declaração foi dada a jornalistas durante uma festa de Halloween no clube Mar-a-Lago, na Flórida.
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Flávio perdeu a eleição presidencial para o líder de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mesmo liderando a maioria das pesquisas de opinião. Para Trump, a fala sugere que as relações entre as duas maiores democracias do Hemisfério Ocidental devem seguir tensas por algum tempo, mesmo depois de um contato diplomático no mesmo dia.
Trump chama eleição brasileira de vergonha
Ao comentar o pleito, Trump disse: “Na minha opinião, a eleição foi uma vergonha”. Observadores internacionais, porém, descreveram a votação como livre e justa.
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A Embaixada do Brasil em Washington não respondeu de imediato a um pedido de comentário da Reuters.
Bolsonaro deixou o país após decisão do STF
A saída de Bolsonaro ocorreu depois que o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a apreensão de seu passaporte, logo após a derrota eleitoral. Ele é alvo de duas investigações federais.
A entrada nos Estados Unidos se deu por meio de uma autorização de permanência por razões humanitárias (humanitarian parole), segundo a Reuters. Esse tipo de permissão costuma durar apenas um ano.
Rubio fala com Mauro Vieira e prevê novo encontro na França
Ainda no sábado, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, contou que havia conversado com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, na reunião do Grupo dos 20 (G20), em Atlanta. Segundo ele, os dois devem se encontrar de novo dentro de algumas semanas.
Rubio afirmou a jornalistas que o reencontro deve ocorrer na França, durante uma cúpula de ministros das Relações Exteriores do G7, prevista para o próximo mês. O Brasil deve participar como observador.
Governo americano nega envolvimento direto na saída de Bolsonaro
Rubio disse que o governo americano “não esteve diretamente envolvido em nenhuma das medidas” que levaram Bolsonaro a deixar o Brasil no início da semana. Ainda assim, a Reuters e outros veículos noticiaram que Jason Miller, funcionário da Casa Branca, ajudou a organizar a viagem.
Um funcionário do governo americano e uma pessoa familiarizada com o assunto disseram à Reuters que Trump, por ora, não planeja apoiar as ambições políticas de Flávio, que se descreveu como o legítimo líder do Brasil. Isso ocorre apesar de o político ter recebido autorização para entrar nos Estados Unidos.
Trump afirmou no sábado que não pretende se reunir com Bolsonaro.
Editoria:
Redação Internacional
A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



