Trump libera Flávio Bolsonaro a ficar nos EUA pelo “tempo que quiser”, mas descarta encontro

Flávio deixou o Brasil após a derrota para Lula e driblou a ordem de Moraes, mas Rubio nega que Washington tenha participado dos arranjos da viagem.

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Flávio deixou o Brasil após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar que ele entregasse seus passaportes e não deixasse o país | Foto: Reprodução/Forbes Brasil
Flávio deixou o Brasil após o ministro Alexandre de Moraes, do S...
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Donald Trump disse no sábado (31) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pode ficar nos Estados Unidos pelo “tempo que quiser”. A fala foi dada a jornalistas no clube Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida, dias depois de Flávio deixar o Brasil após a derrota para Lula no segundo turno da eleição presidencial.

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Mesmo liberando a permanência do senador, o republicano afirmou que não pretende se encontrar com ele. No mesmo dia, o secretário de Estado Marco Rubio negou envolvimento do governo americano na viagem.

Rubio nega participação do governo dos EUA na viagem

Rubio afirmou que Washington não tomou parte nos arranjos feitos por Flávio para sair do país. “Não estávamos envolvidos em nenhum dos acordos ou preparativos que ele fez para deixar o país. Pelo menos, o governo dos Estados Unidos não participou diretamente de nenhuma das ações realizadas”, disse o secretário.

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A saída do senador aconteceu depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Flávio entregasse os passaportes e não deixasse o país. A decisão foi tomada em um inquérito que investiga o senador por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Flávio admite nova candidatura à Presidência

Já nos Estados Unidos, Flávio disse na sexta-feira que poderia voltar a disputar o Palácio do Planalto antes de 2030. Em uma live no Instagram, ele afirmou: “Qualquer coisa que aconteça, eu vou estar aqui. Pronto, inclusive, se for preciso, pra disputar a Presidência da República de novo”.

Em seguida, o senador esclareceu que não falava apenas da próxima eleição prevista no calendário. “Eu não tô falando de 2030 não, eu tô falando de antes disso. Então, gente, vamos continuar unidos fazendo a nossa parte”, acrescentou.

As declarações vieram em meio ao questionamento de Flávio sobre o resultado da eleição. Na segunda-feira, ele já tinha dito que buscaria a cassação da chapa de Lula e Geraldo Alckmin. Caso isso ocorra, a depender das circunstâncias e das decisões da Justiça Eleitoral, a eleição pode ser refeita antes de 2030.

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As falas sobre o Brasil acontecem a poucos dias de uma votação decisiva para o próprio Trump. Na terça-feira (3), os americanos vão às urnas nas eleições de meio de mandato, que vão renovar a Câmara dos Representantes e parte do Senado.

As projeções apontam chance de avanço dos democratas e de mudança no controle do Congresso, o que pode pesar sobre a segunda metade do mandato de Trump. Ao comentar o pleito, o presidente disse: “Respeitarei, se forem eleições honestas”.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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