Google testa quatro chips de IA em satélite, mas o calor pode limitar servidores no espaço

Os primeiros cálculos em órbita foram breves e uma tarefa precisou ser repetida; a equipe ainda analisa temperatura, energia e falhas de comunicação.

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Satélite experimental recebeu chips destinados a cálculos de inteligência artificial | Foto: Reprodução/Catraca Livre
Satélite experimental recebeu chips destinados a cálculos de int...
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Um pequeno satélite projetado pela equipe de Íris começou a testar chips de inteligência artificial em órbita para avaliar o consumo de energia e a dissipação de calor. O primeiro contato após o lançamento confirmou que o equipamento respondia, mas não mostrou se a tecnologia poderia operar por longos períodos ou em escala maior.

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Depois de receber os dados iniciais dos sensores, a equipe iniciou cálculos curtos e comparou os resultados com os obtidos em solo. Uma tarefa foi concluída corretamente; outra precisou ser repetida após uma falha de comunicação.

Testes avaliam energia e controle de temperatura

O protótipo reúne placas de processamento, sensores de temperatura, sistema de comunicação e proteção para os componentes. As rotinas de cálculo foram planejadas para execução e verificação posterior por telemetria. O satélite não é um centro de dados que atende usuários no planeta.

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Como cada teste consome energia e tempo de transmissão, a equipe organizou a sequência para evitar que todos os chips funcionassem ao mesmo tempo na primeira passagem. A órbita tem períodos de luz e sombra, e os painéis solares não fornecem energia ilimitada.

O controle térmico também é um desafio: no vácuo, não há ar circulando para resfriar os equipamentos. A equipe depende da condução de calor dentro do satélite e de radiadores para liberar energia térmica. Um chip que funciona por poucos minutos ainda pode falhar em uma operação prolongada.

Funcionamento inicial não comprova viabilidade em escala

Após o primeiro contato, os dados mostraram o estado dos sensores e a estabilidade de parte dos sistemas. A equipe repetiu a tarefa que apresentou problema e analisou os registros de temperatura para distinguir uma possível falha no chip de uma perda de dados na transmissão.

O teste bem-sucedido confirmou apenas que certos chips podiam ser ligados e usados em tarefas breves naquele ambiente. Não demonstrou operação contínua, custo competitivo ou redução de emissões, pontos que precisam ser avaliados antes de qualquer expansão.

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Uma constelação exigiria muitos satélites, lançamentos, comunicação rápida, manutenção e um plano para o fim da vida útil. Íris também registrou riscos de radiação, falhas e detritos em órbita, além da necessidade de comparar custos e impactos com alternativas em solo.

A equipe planejou testes mais longos e definiu condições para interromper uma rotina e proteger o equipamento. O próximo passo é acompanhar por quanto tempo os chips conseguem operar e reunir medidas para avaliar a etapa seguinte, sem tratar o experimento como uma rede de servidores em órbita.

A Redação Tecnologia e Games reúne a cobertura do Clique Fatos sobre tecnologia, internet e games. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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