Geração Z é a que menos teme ser substituída pela IA, aponta pesquisa Ipsos-Ipec

Geração Z é a menos preocupada com substituição por IA, mas 57% ainda temem impacto no emprego.

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A maioria dos brasileiros tem medo de que a inteligência artificial tome seus empregos. É o que mostra um estudo da Ipsos – Ipec, que ouviu 2 mil pessoas com 16 anos ou mais em todo o país.

Chamada “Trabalho, Emprego e Inteligência Artificial”, a pesquisa revelou que 63% dos entrevistados se preocupam muito com a substituição por IA. Outros 19% disseram se preocupar um pouco, enquanto 7% se importam apenas pouco. Para 10%, o risco não é motivo de preocupação.

Geração e escolaridade influenciam o temor

A preocupação varia conforme a faixa etária. A Geração X, de 46 a 61 anos, lidera o receio, com 68% dos entrevistados muito preocupados. Entre os Baby Boomers (62 anos ou mais), o índice é de 67%. Já os Millennials (30 a 45 anos) registram 62% de preocupação alta.

A Geração Z, de 16 a 29 anos, apresenta o menor percentual, com 57%, mas ainda assim representa a maioria do grupo.

O nível de escolaridade também faz diferença. Entre quem tem Ensino Fundamental, 65% dizem se preocupar muito com a substituição por IA. No Ensino Médio, o percentual é de 64%. Mesmo entre pessoas com Ensino Superior completo, o temor atinge 59% — quase seis em cada dez entrevistados.

A pesquisa também mostrou que o medo não se restringe a uma faixa específica. Em todos os grupos etários e de escolaridade, a maioria se declarou muito preocupada com o avanço da tecnologia sobre o mercado de trabalho.

Renda e diploma: o que muda na percepção

A renda influencia diretamente o medo da IA. Entre quem ganha até um salário mínimo, 63% se consideram muito preocupados. Na faixa de mais de um a dois salários mínimos, o índice sobe para 67% — o mais alto entre todos os grupos. Já entre quem recebe mais de cinco salários mínimos (R 8.105,00), a preocupação cai para 56%.

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O diploma universitário ainda é visto como importante para conseguir emprego, mesmo com a chegada da IA. No total, 63% dos entrevistados concordam que a formação superior faz diferença. Entre a Geração X e os Baby Boomers, esse valor chega a 66% em cada grupo.

Na Geração Z, 61% compartilham da mesma opinião.

A pesquisa da Ipsos – Ipec mostra que, apesar das diferenças de idade, escolaridade e renda, o receio com a IA é disseminado entre os brasileiros. Para a maioria, a tecnologia representa uma ameaça real ao emprego, mas a confiança no diploma como diferencial ainda persiste.