Flávio busca apoio do centrão para superar falta de alianças em sua candidatura à Presidência

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) busca apoio de figuras proeminentes do centrão para superar a ausência de alianças formais com partidos desse grupo durante sua campanha eleitoral. Até agora, a candidatura parece seguir o caminho de uma chapa pura, formada apenas pelo PL, diante das negativas de partidos centristas que antes eram considerados aliados naturais.
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Nesta terça-feira (4), Flávio comentou sobre a situação em uma sabatina promovida pelo portal O Antagonista e pela empresa de educação executiva G 4. “Os caciques políticos [do centrão] estão com preocupações, mas os principais quadros sabem da minha capacidade”, afirmou o candidato.
Estratégia de campanha
A campanha bolsonarista inicialmente sonhava em construir uma coalizão semelhante à do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo, que conta com 12 partidos. Sem conseguir replicar esse modelo, Flávio pretende aproveitar parte do capital político do aliado no maior colégio eleitoral do país.
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Para isso, ele deve focar em agendas conjuntas e utilizar as declarações de Tarcísio em São Paulo para impulsionar sua candidatura ao Planalto no estado.
No cenário mineiro, Flávio aposta no apoio do colega senador Cleitinho Azevedo, também filiado ao Republicanos, assim como Tarcísio. Ele assegura que Cleitinho estará ao seu lado, mesmo sem uma aliança formal com a sigla. Cleitinho tem ganhado destaque no cenário político da direita em Minas Gerais ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e tem aparecido em primeiro lugar em pesquisas de intenção de voto para o governo estadual.
No entanto, devido à indefinição sobre seu futuro político, o Republicanos acabou vetando sua candidatura ao Executivo local.
Apoios regionais
Outro nome importante na estratégia de Flávio é a senadora Tereza Cristina (PP), que pode contribuir significativamente na campanha no Mato Grosso do Sul e entre os eleitores mais ligados ao agronegócio. Ex-ministra da Agricultura durante o governo Jair Bolsonaro (PL), Tereza chegou a ser considerada como vice na chapa de Flávio.
Contudo, o PP decidiu manter uma posição neutra, dificultando a formação da chapa desejada.
A incerteza quanto à vitória de Flávio Bolsonaro tem levado alguns partidos a se afastarem dele, segundo análises de especialistas.
Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
Editoria:
Redação Política
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