Flávio Bolsonaro contraria o próprio PL, que já reconheceu a vitória de Lula, e fala em fraude

Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, mas o senador contesta a prorrogação da votação decidida por Zanin.

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Senador Flávio Bolsonaro desembarca de um avião após chegar ao Aeroporto Executivo de Opa-locka, em Miami | Foto: Reprodução/Forbes Brasil
Senador Flávio Bolsonaro desembarca de um avião após chegar ao A...
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O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou dos Estados Unidos que não reconhece o resultado do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Em uma carta, ele disse ter sido vítima de fraude e se declarou o “verdadeiro presidente” do Brasil.

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A posição contraria a da própria legenda, o Partido Liberal (PL), que já reconheceu a vitória de Lula. Também destoa da totalização dos votos homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos

No domingo (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) somou 64.256.232 votos, o equivalente a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro teve 59.826.041 votos, ou 48,21%. A diferença entre os dois ficou em mais de 4,4 milhões de votos.

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No primeiro turno, a distância entre os dois primeiros colocados já tinha sido a menor da história: Flávio somou 47,03%, contra 45,16% de Lula. A abstenção chegou a 19,21%, com 1,12% de votos brancos e 2,12% de nulos.

Flávio contesta prorrogação da votação e pede cassação da chapa

Na carta, Flávio afirma que a prorrogação do horário de votação no domingo teria sido uma manobra orquestrada. Ele defende a cassação da chapa Lula-Alckmin e alega abuso de poder político e econômico.

O senador também rechaça a decisão de Cristiano Zanin, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que estendeu o horário de votação em duas horas. “Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas”, diz o texto.

Flávio nega fuga e fala em perseguição política

Flávio nega que tenha fugido do país. Segundo ele, deixou o território nacional para “não se submeter a um regime de exceção” e para evitar “perseguição política”. Ele se diz alvo de uma “caça às bruxas” que buscaria impor medidas restritivas e censura a opositores.

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Na carta, o senador agradece ao presidente da Argentina, Javier Milei, e ao ex-presidente norte-americano Donald Trump pelo que chama de apoio e acolhimento. Ele afirma que trouxe a família para os Estados Unidos, onde, de acordo com o texto, está em segurança.

Flávio promete seguir atuando politicamente de fora do país, como o irmão, Eduardo Bolsonaro. “Liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”, escreve.

Carta cita Rogério Marinho como candidato à presidência do Senado

No texto, Flávio menciona o senador Rogério Marinho (PL-RN) como seu “candidato à presidência do Senado”. Marinho foi eleito em 2022 e tem mandato até 2031.

Antes de ser senador, Marinho foi Ministro do Desenvolvimento Regional (2020–2022) no governo de Jair Bolsonaro e ocupou o cargo de Secretário Especial de Previdência e Trabalho. Em 2026, ele foi coordenador-geral e político da campanha presidencial de Flávio.

Ao final da carta, Flávio diz que a luta não terminou em 25 de outubro e que apresentará nos próximos dias uma estratégia para mobilizar a oposição. “Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros”, escreve.

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