Lula venceu por 4,4 milhões de votos, e Kassio diz que eleição teve “absoluta normalidade”

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, disse em nota na quarta-feira (28) que as eleições “transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais”. A manifestação veio depois da divulgação de uma carta com teor golpista do senador Flávio Bolsonaro (PL), ex-candidato à Presidência.
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Na prática, o ministro reconheceu a existência de “instabilidade” na reta final da votação, mas afirmou que o resultado foi entregue com segurança. Ele também disse que todos os “questionamentos feitos dentro do devido processo legal” serão analisados e respondidos.
Nunes Marques destaca compromisso com a vontade do eleitorado
Na nota, o presidente do TSE citou o trabalho de servidores públicos de todo o país, de mesários e das forças de segurança. Segundo ele, o processo só foi concluído por causa desse empenho e das medidas adotadas pela Justiça Eleitoral.
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O ministro também ressaltou o compromisso da Justiça Eleitoral com a “vontade soberana do eleitorado, que foi às urnas e legitimamente escolheu seus representantes”.
Flávio diz ser o “verdadeiro presidente eleito” e apaga carta
Ainda na quarta-feira, Flávio divulgou uma carta em que se apresentava como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Minutos depois, apagou o texto e publicou outro sem usar essa frase. No documento, ele confirma que está nos Estados Unidos com a família e diz que vai liderar a oposição no exterior.
O ex-candidato do PL acusa “fraude eleitoral” no segundo turno, mas não apresenta provas de irregularidades. Ele cita a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), que prorrogou a votação de domingo (25) até as 19h, e chama Zanin de “ex-advogado de Lula“, afirmando que o magistrado criou uma “impossibilidade matemática”.
Lula tem diferença de 4,4 milhões de votos sobre Flávio
Segundo a Justiça Eleitoral, Lula venceu no segundo turno com 64.256.232 votos (51,79% dos válidos). Flávio teve 59.826.041 (48,21%), o que dá uma diferença de 4,4 milhões de votos.
Como mostrou a CNN, dados oficiais divulgados pelo TSE indicam que 34.393 votos foram computados após as 17h do dia da eleição. Mesmo que todos esses votos tivessem ido para o petista, eles representariam menos de 1% da diferença final entre os candidatos.
No próprio domingo, Nunes Marques já havia afirmado que a prorrogação do horário não comprometeu o pleito. “Volto a dizer: não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial. Temos absoluta segurança de todo o processo eleitoral”, declarou.
Editoria:
Redação Política
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