Flávio Bolsonaro consolida segunda posição nas pesquisas para a eleição de outubro

Flávio Bolsonaro mantém trajetória ascendente nas eleições presidenciais de outubro, enfrentando desafios relacionados às investigações do Caso Banco Master.

3 min

| Sergio Lima/Poder360 – 22.jun.2026 | Foto: Reprodução
| Sergio Lima/Poder360 – 22.jun.2026 | Foto: Reprodução

A consolidação do senador Flávio Bolsonaro na segunda posição das pesquisas eleitorais reforça sua força como principal nome da direita para a disputa de outubro, mesmo estando a 100 dias das eleições.

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O congressista mantém um desempenho competitivo em cenários hipotéticos de segundo turno contra o presidente Lula e seu partido, PT. No entanto, paira sobre sua candidatura ainda o risco crescente dos desgastes ligados ao caso Banco Master.

Flávio se posiciona forte no cenário político

Desde dezembro até maio deste ano, os registros apontavam crescimento contínuo nas intenções de voto por parte do senador (PL-RJ). Em alguns levantamentos, chegou a aparecer numericamente à frente de Lula — dentro da margem de erro —, especialmente quando simulado um pleito de 2º turno entre ambos.

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Apesar desse movimento ascendente inicial, a divulgação em áudios nos quais Flávio pede dinheiro para Daniel Vorcaro interrompeu o avanço. As pesquisas indicaram recuo, mas ele manteve distância confortável dos concorrentes que ocupam a terceira colocação.

O apoio ao senador é notável nas regiões do país historicamente mais conservadoras ou alinhadas à direita política brasileira. Embora ele tenha vantagem no recorte por gênero masculino, especialistas apontam um desafio: há grande fragmentação dentro da própria ala de centro-direita partidária quando comparada com os grupos ligados à esquerda.

Impactos recentes sobre Flávio Bolsonaro

Desde maio deste ano, as pesquisas têm refletido claramente o impacto negativo gerado pelo caso Banco Master na vida pública dos envolvidos políticos e empresariais. A pressão contra Flávio aumentou após a revelação do áudio em que ele pede dinheiro ao fundador do banco para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo um veículo de comunicação que acompanhou o tema, foram transferidos ao menos US$ 10,6 milhões entre fevereiro e maio de 2025 para viabilizar o projeto.

O caso tem sido explorado no embate eleitoral, atingindo não apenas Flávio Bolsonaro, mas também Lula e seus aliados. Há dados recentes mostrando altos índices: até 86% dos entrevistados afirmaram ter conhecimento do caso Master; sendo que metade deles atribuiu a responsabilidade por permitir as irregularidades ao próprio “governo Lula”, segundo levantamento de junho.

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Investigações da Polícia Federal

As pesquisas mais recentes ainda não permitem saber se a operação da Polícia Federal (PF) contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo no Senado, realizada em 18 de junho, afetará a popularidade de Lula.

A PF apura se Wagner teria atuado para beneficiar o Banco Master; até agora, não há conclusão.

Tensão interna

Além dos problemas ligados às investigações, a campanha enfrenta dificuldades internas. A campanha enfrenta tensões provocadas por membros do próprio núcleo partidário.

Michelle Bolsonaro (PL) utilizou sua plataforma pessoal na quarta-feira para publicar vídeos afirmando ter sido “apunhalada” pelo senador Flávio em um contexto que envolve a liderança da ala PL Mulher no Brasil; ela comunicou aos aliados que uma parte relevante das líderes evangélicas perdeu apoio devido às controvérsias recentes ligadas à Master.

A ex-primeira-dama avalia que este problema transcendeu apenas questões eleitorais e passou agora ao campo de confiança, gerando receios entre pastores sobre apoiar o candidato novamente caso novos fatos venham surgir.

A Redação Brasil reúne a cobertura do Clique Fatos sobre o noticiário das cidades e dos estados brasileiros. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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