Filipinas têm protestos contra ações dos EUA e de Israel no Irã

Filipinas intensifica protestos contra ações no Oriente Médio
Protestos contra os ataques militares dos Estados Unidos e Israel contra o Irã têm ganhado força nas ruas de diversas cidades filipinas desde o início de março. Organizações populares, movimentos feministas, sindicatos e estudantes estão expressando preocupação com a escalada militar no Oriente Médio e seus potenciais impactos econômicos e políticos em países do Sul Global.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Essas mobilizações surgiram logo após os bombardeios e rapidamente se espalharam por todo o arquipélago.
Primeiros atos em Iloilo e Manila
A primeira manifestação pública ocorreu em Iloilo, no centro das Filipinas, convocada por organizações ligadas à coalizão Bagong Alyansang Makabayan (BAYAN). Os participantes denunciaram a “agressão militar” contra o Irã e a influência de Washington no conflito.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
No dia seguinte, manifestantes se reuniram em Manila, marchando em direção à Embaixada dos Estados Unidos, um local tradicional para protestos contra a política externa americana. A polícia impediu que a multidão alcançasse o edifício, gerando momentos de tensão.
Participação feminista e ampliação das mobilizações
Diversas organizações sociais, como a Gabriela Women’s Party, intensificaram as mobilizações, ampliando o alcance dos protestos. Em 8 de março, Dia Internacional de Luta das Mulheres, manifestantes em Manila transformaram a tradicional marcha em um protesto contra os ataques de EUA e Israel ao Irã, conectando a luta por direitos das mulheres com a crítica à política externa.
A manifestação atraiu milhares de pessoas ao Liwasang Bonifacio, vestindo roxo e carregando cartazes com mensagens sobre corrupção, justiça social e o custo de vida. A marcha seguiu em direção à embaixada, mas foi bloqueada pela polícia.
Monitoramento e próximas manifestações
As autoridades filipinas estão monitorando as mobilizações, especialmente uma manifestação programada para 27 de março, que é vista como possível nova jornada de protestos. Os protestos continuam a exigir o fim da presença militar dos EUA nas Filipinas e questionam o Acordo de Cooperação de Defesa Ampliada (EDCA), que permite o uso de bases filipinas por tropas americanas.
Preocupações com o EDCA e a presença militar americana
A presença americana, que inclui bases como a Base Aérea Basa em Pampanga e a Base Aérea Antonio Bautista em Palawan, é vista pelos manifestantes como um risco para a soberania nacional e para a segurança da população. Eles exigem maior controle sobre as decisões militares e denunciam os efeitos negativos das alianças estratégicas.
A expansão do número de pontos de acesso rotacional, incluindo regiões próximas ao Mar da China Meridional, intensifica essas preocupações.
Editoria:
Redação Internacional
A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



