Governo Caiado envia PMs a ocupação do MST em usina de Goiás alvo de denúncias de trabalho escravo

Operação do Governo de Goiás em Ocupação do MST Gera Repúdio e Denúncias de Trabalho Escravo
A gestão do governador Ronaldo Caiado (PSD) em Goiás mobilizou policiais militares para uma área ocupada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Distrito Federal e Entorno. O movimento, que inclui representantes de estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia, classificou a ação como uma demonstração de uso excessivo da força, em vez de buscar soluções por meio do diálogo.
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A ocupação, que visa a reforma agrária popular, tem como lema “Enfrentar as Violências, Ocupar e Organizar”.
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) do Distrito Federal e Entorno informou que está investigando a situação, com o objetivo de apurar os fatos. O órgão ressaltou sua presença no local como mediadora de possíveis conflitos, buscando uma resolução pacífica para a disputa.
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A situação levanta preocupações sobre a origem da terra, que historicamente foi utilizada para a exploração de mão de obra escrava.
A usina localizada em Vila Boa de Goiás, alvo da ocupação, é alvo de denúncias de trabalho escravo e dívidas elevadas. O MST alega que o governo tem sido lento em desapropriar a propriedade, que foi oferecida ao patrimônio da União para quitar os débitos.
A usina, com 8 mil hectares, faz parte de complexos de fazendas, incluindo Tábua de Cima e Prelúdio, que estão em processo de adjudicação, ou seja, estão sendo transferidas para a União como forma de pagamento da dívida com o Estado. Dados do Ministério do Meio Ambiente revelam que a área da usina CBB possui 4 mil hectares embargados devido a crimes ambientais, incluindo desmatamento em áreas de reserva sem autorização, resultando em multas de R$ 3 milhões e 200 mil.
O Ministério Público do Trabalho de Goiás (MPT-GO) realizou uma operação em Vila Boa, em conjunto com a Polícia Federal e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), no dia 29 de setembro. A operação identificou irregularidades nas condições de trabalho de cortadores de cana empregados na usina.
Após a constatação, a empresa firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MPT, comprometendo-se a regularizar a situação e evitar novas infrações. Como compensação por danos morais coletivos, a empresa pagou R$ 100 mil. O TAC também prevê multa de R$ 10 mil em caso de descumprimento.
O governo de Goiás não havia se posicionado sobre a ação de desocupação e as denúncias até a publicação. A CBB também não se manifestou.
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Redação Clique Fatos
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