Fiesp recusa convite para audiência sobre fim da escala 6×1 e gera polêmica na Câmara

Fiesp recusa convite para audiência sobre o fim da escala 6×1, gerando polêmica. Paulo Skaf critica a data e a relevância do debate em ano eleitoral.

2 min

Foto: Reprodução/CNN Brasil
Foto: Reprodução/CNN Brasil

Fiesp recusa convite para audiência pública sobre escala 6×1

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) não aceitou o convite para participar de uma audiência pública na Câmara dos Deputados, que discutirá a proposta de fim da escala 6×1. A audiência está agendada para a próxima segunda-feira (18) e é organizada pela Comissão Especial que analisa a proposta de emenda à Constituição (PEC) relacionada à jornada de trabalho.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, recebeu o convite por meio de um documento. Ele agradeceu a convocação, mas confirmou que a entidade não comparecerá.

Skaf também criticou as discussões, questionando a escolha da data para a audiência, que ocorre em um dia com menor movimentação de parlamentares no Congresso Nacional.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Críticas de Paulo Skaf

Paulo Skaf expressou sua insatisfação com a realização do debate em um ano eleitoral. Embora esteja disposto a discutir a jornada de trabalho, ele acredita que o calendário eleitoral pode distorcer o debate.

Reação da comissão

A recusa da Fiesp gerou reações imediatas. O deputado Alencar Santana (PT-SP), presidente da comissão que analisa a PEC, comentou a recusa. O parlamentar lamentou a ausência da Fiesp, mas afirmou que, “se não quer vir, não venha”. Santana também criticou o que considerou um “viés patronal e autoritário” na resposta de Skaf.

O deputado rebateu a acusação de “debate açodado”, argumentando que a discussão sobre o fim da escala 6×1 começou no ano passado, com as primeiras propostas de emenda à Constituição apresentadas no Congresso. Desde fevereiro, a PEC tem sido debatida tanto na Câmara quanto publicamente.

Próximos passos da PEC

A PEC em questão conta com o apoio da liderança da Câmara dos Deputados e deve ser aprovada até o início de junho, no mais tardar, antes de seguir para o Senado Federal. O governo federal também enviou uma proposta ao Congresso para tratar do tema.

Leia também

Apesar de haver parlamentares contrários à forma como a discussão está sendo conduzida, muitos enfrentam dificuldades para se posicionar publicamente, devido ao forte apelo eleitoral da pauta.

A audiência pública da próxima segunda-feira abordará o tema “Limites e possibilidades para a redução da jornada de trabalho: perspectiva dos empregadores”. Entre os convidados confirmados, segundo o site da Câmara, estão representantes da Confederação Nacional da Indústria, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo e da Confederação Nacional do Transporte.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!