Feminicídio no Brasil: 1.470 vítimas em 2025 e crise de segurança
Os números são alarmantes e refletem uma realidade brutal no Brasil. Registros oficiais apontam para 14,5% de aumento nos feminicídios nos últimos cinco anos. Em 2025, o cenário se agravou, com 1.470 mulheres assassinadas, a maior parte por parceiros ou ex-parceiros, vítimas de inconformação após o término de um relacionamento.
A Universidade Estadual de Londrina apontou para um total de 2.149 mortes, com uma média de quase seis mulheres assassinadas diariamente em todo o país, e 4.755 tentativas de feminicídio.
Foco nas vítimas mais vulneráveis
Um relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública destaca um padrão preocupante: a maioria das vítimas são mulheres negras, entre 30 e 49 anos, residentes em áreas periféricas ou cidades do interior. Essa combinação de fatores aumenta significativamente a vulnerabilidade dessas mulheres.
A situação no Rio Grande do Sul é particularmente crítica, com um número crescente de casos e 20 vítimas fatais nos primeiros meses de 2026.
Infraestrutura insuficiente para proteção
A falta de estrutura adequada para proteger as mulheres vítimas de violência é um fator agravante. Apenas 27 dos 497 municípios gaúchos possuem delegacias especializadas para atender mulheres em situação de risco. A ausência da Secretaria de Estado da Mulher por um período de 10 anos, e sua recente recriação sob pressão social, evidencia a carência de recursos e políticas públicas efetivas.
A questão central é: os recursos estão disponíveis para garantir o funcionamento da pasta e o desenvolvimento de políticas de prevenção e assistência?
O impacto da violência de gênero
O debate sobre o feminicídio também se estende à influência de fatores sociais e culturais. A questão do papel das redes sociais na amplificação da violência contra a mulher e a influência da masculinidade tóxica, presente durante o governo anterior, são temas relevantes a serem explorados.
A entrevista com a presidenta do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, Natália Fetter, ressalta a importância do 8 de Março como um dia de luta, e não apenas de celebração.
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Redação Clique Fatos
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