Executivos e R$60 Milhões: Operação da PF Revela Tentativa de Venda de Cobertura em SP

Operação da PF aponta venda de cobertura de R$ 60 milhões em São Paulo! Mensagens revelam negociação tensa envolvendo executivos e Vorcaro. Bruno Bianco pressionava por quitação antes da prisão

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Mensagens trocadas entre executivos e documentos da Polícia Federal revelam uma tentativa de venda de uma cobertura em construção em São Paulo, com um valor de R$ 60 milhões, pouco antes da prisão do ex-banqueiro envolvido na operação. O apartamento, localizado no empreendimento Vizcaya Itaim, no bairro de Itaim Bibi, um dos mais nobres da cidade, estava em negociação no dia 17 de novembro do ano passado.

A negociação, coordenada por Regiane Bernardes da Victorino Imóveis, envolvia a Bolsa de Imóveis para confirmar a quitação do imóvel e a emissão da guia para o pagamento do ITBI, além do envio do CNPJ do comprador. A situação se agravava com a urgência da operação, visível nas mensagens trocadas, onde Bernardes expressava confiança no alinhamento entre os envolvidos para avançar com a venda.

Detalhes da Transação e Envolvimento de Vorcaro

Bruno Bianco, que auxiliava a transação pelo lado do comprador e que também atuou como advogado-geral da União durante o governo de Jair Bolsonaro, pressionava por um termo de quitação para dar seguio à negociação. A situação se complicava com a ligação do empresário Vorcaro, que havia vendido parte de sua empresa, a Viking, ligada a ele, e deixado a administração da empresa em setembro.

Regiane Bernardes confirmava ter sido indicada por Vorcaro para conduzir a venda, e em mensagens urgentes cobrava a Bolsa de Valores para realizar a assinatura do compromisso de venda e compra quitado antes das 8h. A necessidade de aprovação da Lucio Engenharia, parceira do empreendimento, também era um ponto crucial na operação.

Urgência e Falta de Conclusão da Negociação

A pressão por uma conclusão rápida da negociação era evidente nas mensagens trocadas, com a representante de Vorcaro reiterando a necessidade de agilidade no envio do documento. A confirmação da informação por Bianco, que enfatizava a urgência do termo de quitação como premissa para a negociação, demonstrava a complexidade da situação.

Um minuto antes da expedição do mandado de prisão, a representante de Vorcaro solicitava o link para assinatura digital do compromisso de compra e venda. No entanto, a negociação não foi concluída, e a operação foi interrompida na manhã seguinte.

Reações e Declarações Após a Prisão

Procurado pela Folha de S. Paulo, o ex-AGU Bruno Bianco afirmou ter atuado apenas como advogado de um interessado no imóvel, sem conhecimento prévio sobre a medida do Banco Central, a prisão ou o bloqueio de bens. A Bolsa de Imóveis se manifestou, informando que não comenta transações sem autorização das partes ou ordem judicial.

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A representante citada não respondeu aos contatos da reportagem.