EUA negam vistos a Rússia, Irã e Palestina para Assembleia Geral da ONU

Os Estados Unidos negaram vistos a autoridades e jornalistas da Rússia, do Irã e da Autoridade Palestina às vésperas da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), que começa nesta terça – feira (22) em Nova York. A decisão gerou críticas dos três lados e reacendeu o debate sobre as obrigações de Washington como país – sede da organização.
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Pelo acordo que mantém a sede da ONU em Nova York, os EUA são obrigados, em geral, a permitir a entrada de diplomatas estrangeiros. O governo americano, no entanto, justifica que pode negar os vistos por razões de segurança, extremismo e política externa.
Rússia critica veto a vice – ministro
O Kremlin afirmou nesta terça – feira (22) que os americanos barraram o visto do vice – ministro das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Alimov. O porta – voz Dmitry Peskov classificou a medida como um ato “hostil” e disse que ela fere as obrigações dos EUA como país anfitrião da ONU.
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Peskov afirmou ainda que Moscou levará o assunto diretamente a Washington. A recusa ocorre em meio à tensão entre os dois países, que já dura anos.
Irã fala em ‘Cortina de Ferro’
O Irã também protestou. O porta – voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, criticou a decisão de negar vistos a jornalistas e profissionais de imprensa que acompanhariam a delegação do país na Assembleia Geral.
Para Baghaei, a restrição é uma tentativa de “esconder a verdade” e manter uma campanha de desinformação. Ele comparou a medida a uma nova “Cortina de Ferro”, em referência ao termo da Guerra Fria que simbolizava o isolamento diplomático entre os Estados Unidos e a União Soviética.
Mahmoud Abbas terá de discursar por vídeo
Os EUA também negaram o visto ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. Pelo segundo ano seguido, ele participará da Assembleia Geral por videoconferência.
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A Assembleia Geral aprovou na quinta – feira (17) uma resolução que permite a participação remota de Abbas. Foram 152 votos a favor, três contra e quatro abstenções. O texto também autoriza que outros altos funcionários palestinos falem por vídeo em reuniões da ONU durante o próximo ano, caso tenham a viagem aos EUA impedida.
Um dia antes da votação, o governo de Donald Trump havia ampliado as restrições de visto a autoridades palestinas. Segundo o Departamento de Estado, a medida foi adotada por causa de ações que Washington considera como tentativas de “internacionalizar o conflito israelense – palestino”, incluindo processos contra Israel em tribunais internacionais.
A vice – embaixadora dos EUA na ONU, Tammy Bruce, disse antes da votação que, se a Autoridade Palestina quiser ser tratada como parceira, precisa parar de “subsidiar o terror” e deixar de usar a diplomacia como substituto para uma governança séria.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



