Estudantes classificam colegas com comentários depreciativos; investigação aponta raízes sociais

Uma lista elaborada por estudantes do Colégio Cruzeiro, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro (RJ), que classificava colegas segundo categorias sexuais foi alvo recente da investigação da Polícia Civil.
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O material continha descrições com comentários depreciativos sobre as mulheres e os pares femininos; foram encontradas menções como “bêbado nem olharia” ou “comeria no lucro”.
A raiz social dos problemas nas escolas
Para entender o caso específico, Daniel Cara, professor na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), aponta uma questão mais profunda: a temática perpassa tanto instituições públicas quanto privadas. Segundo ele, há raízes históricas nessa formação que moldam nossa sociedade brasileira.
“Trata – se de um problema nefasto inerente à cultura do país”, destaca em entrevista ao Conexão BdF, veículo jornalístico ligado à Rádio Brasil de Fato. O especialista caracteriza essa postura como “uma tradição asquerosa” e manifestação patriarcal no âmbito das relações sociais.”
Misoginia ligada aos ataques escolares
Cara também fez referência às escolas onde o comportamento problemático é mais visível atualmente: “Tem sido mais recorrente nas escolas privadas”. No entanto, ele alerta para a possibilidade de subnotificação desse tipo de ocorrência nos ambientes públicos.
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O professor explica que esse padrão comportamental introduz um fenômeno perigoso na comunidade escolar inteira.
Ele esclarece ainda sobre os atos violentos em unidades educacionais:
“Os ataques são exatamente aquelas tristes notícias… fatos de algum estudante ou ex – estudante entrar dentro da unidade e acabar atirando ou esfaqueando pessoas”, afirma Cara.”
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A misoginia como marca principal dos conflitos
Segundo Daniel Cara, a característica mais marcante desses incidentes violentos no Brasil — assim como globalmente —, é o componente misógino presente nos casos.
Diante disso, ele reforça que há uma necessidade urgente de incluir esse tema na grade curricular das escolas. Além do ensino formal, também deve ser chamado à responsabilidade as famílias envolvidas com os jovens estudantes em geral.
“Nossa conclusão foi clara: os pais precisam assumir essa responsabilidade”, aponta ainda professor cara sobre ataques escolares envolvendo menores.”,
Responsabilização parental e comunidade escolar
O especialista enfatiza a importância da atenção comunitária para evitar novas ocorrências desse tipo no ambiente educacional brasileiro.
É fundamental o conhecimento pelo público quanto ao fato legal:
Quando um adolescente ou criança menor de idade pratica algum ataque dentro das escolas, muitas vezes há responsabilizações que recaem diretamente nos responsáveis. Isso ocorre por não terem agido corretamente na educação dos filhos ou mesmo em relação à supervisão do comportamento deles.
Autor(a):
Lucas Almeida
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.



