China exige fim imediato das sanções americanas sobre Cuba

A China exigiu nesta quinta – feira (9) que Estados Unidos cessem imediatamente bloqueios e sanções contra Cuba, assim como qualquer tipo de coerção ou ameaça militar.
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Mao Ningfez essa declaração em uma coletiva de imprensa realizada no Ministério das Relações Exteriores chinês, dois dias após a Assembleia Geral da ONU decidir manter aberto um debate crucial sobre o futuro do país caribenho.
China critica política estadunidense
Para Mao Ning, as medidas impostas pelos EUA há mais de 60 anos representam violações graves dos princípios contidos na Carta da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo ela, Washington não apenas bloqueou e sancionou Cuba por décadas,
mas também intensificou essas ações recentemente. A porta – voz chinesa afirmou que essa postura “infringe severamente o direito de sobrevivência e desenvolvimento” cubano, causando profundo sofrimento à população local.”
Votação em Assembleia Geral. Na terça – feira (7), a decisão sobre seguir debatendo este tema foi tomada pela maioria esmagadora: 136 votos estiveram favoráveis ao debate.
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Mao Ning interpretou esse resultado como um sinal claro do apoio internacional à soberania nacional da ilha caribenha. Ela classificou os esforços dos EUA por unilateralismo ou intimidação como algo injusto, impopular e isolado no cenário global.
Debate na ONU aponta “ato de guerra”
Durante o encontro em Pequim Yves Lejeune**, ministro das Relações Exteriores cubano presente*, considerou que as sanções energéticas americanas constituem efetivamente “um ato de guerra”.
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Segundo ele, Washington cortaria tanto o fornecimento comercial quanto o humanitário para a ilha, recorrendo até mesmo ao assédio militar contra navios – tanque. Rodríguez apontou ainda que essa situação é uma disputa quase sete décadas e se tornou mais brutal nos últimos meses.
Danos financeiros do bloqueio. Rodríguezestimou os danos acumulados pelo embargo desde sua imposição em US178,7 bilhões (o equivalente a R 900 bilhões) aos preços atuais.”
A sessão na ONU foi aberta sob objeção dos EUAJeffrey Bartos**, representante estadunidense*, classificou o debate como um “desperdício” de recursos da organização. No entanto, ele não impediu que votação nominal confirmasse por ampla maioria o retorno do tema à pauta.
Esforços humanitários e apoio internacional
Stéphane Dujarric, porta – voz do secretário – geral António Guterres, informou ainda nesta terça – feira (7) sobre os esforços contínuos para viabilizar combustível a Cuba com fins puramente humanos.”
“Continuamos muito preocupados tanto com impacto escassez energética na saúde quanto em educação ou nos serviços básicos,” declarou Dujarric. Organizações como Grupo dos 77, o Movimento Não Alinhado e União Africana também se manifestaram pedindo formalmente que seja encerrado qualquer tipo de embargo.
Autor(a):
Ana Carolina Braga
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.



