Estados Unidos avaliam intervenção em Cuba em meio a crise humanitária
Estados Unidos monitoram crise humanitária em Cuba e avaliam possíveis ações
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na segunda-feira, 9 de março de 2026, que Cuba enfrenta “sérios problemas” humanitários e que o governo americano continua atento à situação no país. A declaração surge em um contexto de crescente instabilidade econômica e energética em Cuba, que tem enfrentado dificuldades desde janeiro de 2026.
O republicano expressou a possibilidade de que os planos da Casa Branca possam incluir “uma tomada de controle amigável” da ilha caribenha, argumentando que o governo cubano demonstra interesse em um acordo. O presidente norte-americano, em uma entrevista em Doral, Flórida, criticou a situação atual, afirmando que o governo cubano está “reduzido à fumaça”, sem energia ou recursos financeiros.
A declaração foi feita em meio a um debate sobre as possíveis medidas a serem tomadas para aliviar a crise.
Diálogo informal e resistência exilada
Rubio, descendente de imigrantes cubanos e porta-voz de exilados que vivem principalmente em Miami, intensificou a pressão por uma intervenção americana. A Reuters reportou que o governo de Cuba negou envolvimento em negociações oficiais de alto nível com os EUA, embora tenha confirmado o contato informal com Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-presidente Raúl Castro.
Essa dinâmica de diálogo informal reflete a complexidade da situação e a resistência do governo cubano a mudanças significativas.
Crise energética e impacto na economia
Cuba enfrenta uma crise energética desde janeiro de 2026, quando as exportações de combustível de Caracas foram interrompidas. Essa interrupção isolou o país de sua principal fonte de petróleo, agravando a escassez de energia, alimentos e remédios.
A situação tem gerado dificuldades econômicas e sociais, com impactos em diversos setores da economia.
Reações internacionais e contexto político
Em 8 de fevereiro, o México, governado pelo partido Morena, expressou preocupação com a situação em Cuba. Na semana passada, o presidente Lula, do PT, afirmou que a situação é resultado de uma decisão política de outros países, durante a 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, realizada no Palácio do Itamaraty, em Brasília.
O governo brasileiro acompanha de perto o desenvolvimento da crise e busca soluções diplomáticas.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
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