Engie Brasil registra lucro líquido ajustado de R$ 694 milhões e crescimento de 23% no segundo trimestre
A Engie BrasilEnergia reportou um lucro líquido ajustado de R$ 694 milhões no segundo trimestre de 2026, refletindo um crescimento de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior. Sem ajustes, o lucro alcançou R$ 1,9 bilhão, marcando uma impressionante alta de 246%.
O resultado positivo foi impulsionado, segundo a empresa, pelo reconhecimento da adesão ao mecanismo legal de repactuação do Uso de Bem Público (UBP), que gerou um efeito não recorrente de R$ 1,26 bilhão.
Além disso, a receita operacional líquida da companhia foi de R$ 3,5 bilhões, o que representa um aumento de 13,8% na comparação anual. Esse desempenho se deve às operações de curto prazo e aos contratos nos mercados livre e regulado de energia, além da contribuição dos projetos de transmissão para a ampliação das receitas.
Resultados Financeiros e Estratégia
No segundo trimestre, o Ebitda somou R$ 2,17 bilhões, avançando 16,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse crescimento é resultado da execução disciplinada da estratégia da Engie e do bom desempenho operacional dos negócios. A empresa também viu uma elevação na sua dívida líquida, que totalizou R$ 25,21 bilhões no período, com um aumento anual de 16,9%.
No entanto, Leonardo Depiné, gerente de Relações com Investidores da companhia, destacou que a alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda caiu de 3,3 vezes no final do ano passado para 3,1 vezes agora.
“Estamos em linha com a estratégia de continuar investindo com alavancagem próxima de 3 vezes”, afirmou Depiné. Os investimentos realizados pela Engie totalizaram R$ 329 milhões no segundo trimestre. Desse montante, R$ 261 milhões foram direcionados à construção de novos projetos.
Avanços em Projetos e Concessões
Dentre os empreendimentos destacados estão os projetos de transmissão Asa Branca e Graúna, que receberam investimentos de R$ 111 milhões e R$ 104 milhões respectivamente. O restante dos recursos foi alocado em projetos de geração e na manutenção e revitalização dos ativos existentes.
A Engie também avançou nas obras destes empreendimentos. O Sistema de Transmissão Asa Branca obteve a Licença de Instalação Integral, permitindo o início das obras civis. Enquanto isso, o projeto Graúna progrediu nos processos relacionados ao licenciamento ambiental e à liberação fundiária.
Outro marco importante foi a assinatura do contrato de concessão dos Lotes 2 e 3 (Colibri Transmissora de Energia), adquiridos no primeiro Leilão de Transmissão realizado em 2026. Esses novos empreendimentos ampliam a presença da Engie em regiões estratégicas e diversificam ainda mais seu portfólio.
“Encerramos o segundo trimestre com avanços que reforçam a consistência da nossa estratégia, mesmo diante de desafios regulatórios. Investimos R$ 329 milhões na expansão da transmissão e na modernização dos ativos”, afirmou Pierre Leblanc, diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Engie Brasil Energia.
Ele também ressaltou que a base de clientes livres cresceu em 42%, fortalecendo as receitas e contribuindo para a geração de valor a longo prazo.
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