Edmilson Costa, candidato à Presidência pelo PCB, defende fim do Senado e jornada de 30 horas

O professor Edmilson Costa, de 76 anos, é o candidato à Presidência da República pelo PCB (Partido Comunista Brasileiro) nas eleições de 2026. Natural de Pedreiras, no Maranhão, ele tem a economista como vice na chapa.
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Formado em Economia pela UFMA (Universidade Federal do Maranhão), Edmilson é doutor pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e tem pós – doutorado no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da mesma universidade. Sua trajetória política começou cedo: entre 1964 e 1985, foi dirigente estudantil durante a ditadura militar e atuou em movimentos pela redemocratização do país.
Desde 2016, ocupa o cargo de secretário – geral do PCB.
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Trajetória eleitoral e propostas de governo
Edmilson Costa não é estreante nas urnas. Ele concorreu à Prefeitura de São Paulo em 2008 e, em 2010, foi candidato a vice – presidente na chapa encabeçada pelo advogado Ivan Pinheiro, então secretário – geral do PCB. Em 2012, tentou uma vaga de vice – prefeito ao lado do professor e deputado federal Carlos Giannazi (PSOL.
Já em 2014, disputou uma cadeira no Senado.
O plano de governo do PCB traz propostas ambiciosas. O candidato defende o fim da escala 6×1, com redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais sem redução salarial. Outra bandeira forte é a extinção do Senado, que seria substituído por um Parlamento Unicameral.
O texto prevê ainda a criação dos Conselhos Populares, órgãos eleitos nos locais de trabalho, moradia e estudo, com o objetivo de aprofundar a participação popular e implantar mecanismos de democracia direta.
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Uma das propostas mais ousadas é a possibilidade de revogação de mandatos. Pelo plano, a população poderia convocar referendos para tirar do cargo ocupantes de funções legislativas (senadores, deputados e vereadores) após seis meses de mandato.
Para cargos executivos (presidente, governadores e prefeitos), o prazo seria de um ano. A revogação exigiria pelo menos 1% de assinaturas do eleitorado.
Saúde, economia e educação
Na área da saúde, o PCB propõe a estatização de todo o setor, com aplicação de 10% do PIB na saúde pública. O plano também prevê a expansão da Fiocruz e do Instituto Butantan para outros estados e a legalização do aborto, com atendimento garantido pela rede pública.
Para a economia, Edmilson defende a estatização do sistema monetário e financeiro e a criação do Banco dos Trabalhadores, que administraria os fundos previdenciários e de seguridade social. O plano inclui ainda a revogação das reformas trabalhista e previdenciária, a implementação de um salário mínimo de cerca de R 7.600 e o registro em carteira de trabalho para trabalhadores de aplicativo.
Na educação, a proposta é estatizar a rede privada de ensino, ampliar os Institutos Federais e Escolas Técnicas e acabar com as escolas cívico – militares. O vestibular seria extinto, e o plano prevê a ampliação de cotas: 54% para a população negra e entre 70% e 80% para estudantes da rede pública de ensino.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



