Dia Nacional da Cachaça: conheça 10 versões da bebida que harmonizam com diferentes pratos

Data de celebração reúne versões da bebida envelhecidas em madeiras como ipê e peroba, com sugestões de harmonização.

13/09/2026 11:31

3 min

Há diferentes formas de produzir cachaça no Brasil
Há diferentes formas de produzir cachaça no Brasil

No Dia Nacional daCachaça, celebrado nesta segunda – feira (13), a bebida ganha destaque não só pelo seu consumo tradicional, mas também pela variedade de formas que pode ser produzida. A madeira usada no armazenamento, por exemplo, vai muito além do clássico carvalho e influencia diretamente o sabor e o aroma do destilado.

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Segundo Delfino Golfeto, cachacier e fundador da Água Doce Sabores do Brasil, existem diversas maneiras de imprimir características únicas à cachaça.

Ipê, peroba e até especiarias podem entrar no processo, resultando em perfis que harmonizam com diferentes alimentos. Cada tipo de madeira altera a acidez, a cor e o paladar da “água ardente”, abrindo um leque de possibilidades para quem aprecia a bebida.

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Madeiras que transformam o sabor da cachaça

A madeira de amendoim, por exemplo, tem um perfil equilibrado. Ela reduz a acidez e amacia o destilado sem modificar o sabor original da cana – de – açúcar. Para acompanhar, a combinação ideal inclui frango assado, carne suína, castanhas, queijos semiduros e sobremesas de chocolate ou caramelo.

Já a grápia oferece um toque amadeirado suave e semineutro, com uma coloração amarelo – palha clara. Ela também reduz a acidez e entrega notas levemente adocicadas, harmonizando com carnes assadas, queijos semiduros e sobremesas que levam caramelo, mel ou frutas secas.

A peroba, por outro lado, é uma opção pouco conhecida e confere um tom amarelado à bebida, com um toque sutil amargo e seco. Seu perfil é indicado para degustações de petiscos, carnes brancas, queijos e pratos de intensidade média.

O louro aparece tanto como especiaria quanto como madeira para armazenamento, resultando em notas florais e um fundo levemente adstringente e medicinal. A bebida combina bem com ervas, feijão, preparos com molhos e receitas tradicionais brasileiras. Já a amburana é conhecida pelo sabor marcante, com notas adocicadas e de especiarias, além de um aroma que lembra baunilha e canela.

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Ela acompanha carne suína, costela com molho agridoce, queijos curados e sobremesas com doce de leite ou caramelo.

Opções para paladares intensos e leves

A madeira de bálsamo traz características herbais e amadeiradas, com um toque levemente picante de especiarias. É uma boa escolha para carnes vermelhas, embutidos, queijos maturados e pratos com temperos mais intensos. O jatobá, por ser muito resistente, oferece um toque de frutas secas e aroma amadeirado, combinando com carnes assadas, costelas, queijos de sabor intenso e chocolate amargo.

Para quem prefere as características originais da cachaça, o jequitibá é uma alternativa. O jequitibá – rosa dá uma cor dourada e sabor macio, semelhante ao carvalho. Ambos os tipos podem acompanhar peixes, aves, saladas, frutos do mar e queijos suaves.

O freijó, parecido com o jequitibá – branco, reduz a agressividade do álcool e preserva as características da bebida, sendo ideal para entradas, peixes, frutos do mar, queijos frescos e pratos leves.

Por fim, o ipê — tanto o amarelo quanto o roxo — resulta em uma coloração dourada ou alaranjada que chama a atenção. Com notas que lembram nozes e castanhas, a cachaça armazenada nessa madeira combina bem com carnes grelhadas, linguiças, preparos defumados e queijos curados.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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