Trump defende que EUA tenham menor taxa de juros do mundo às vésperas do Fed

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar o Federal Reserve (Fed) neste domingo (13) e defendeu que nenhum país deveria ter taxas de juros mais baixas do que as norte – americanas. A declaração foi feita à imprensa durante o torneio de golfe Irish Open, a poucos dias da próxima reunião de política monetária do banco central.
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Trump afirmou não saber se os formuladores de política monetária do Fed vão aumentar os juros no encontro desta semana. Mesmo assim, argumentou que os EUA “deveriam ter a menor taxa de juros do mundo”, independentemente do que os dados do Fomc indiquem sobre inflação e o cenário econômico.
A fala ocorre em um momento delicado: a reunião do Fed será realizada menos de uma semana depois da divulgação de um importante indicador da inflação subjacente, o que reforçou as expectativas de alta nos juros.
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Pressão em ano eleitoral
O encontro dos integrantes do banco central acontece poucas semanas antes das eleições legislativas de meio de mandato. O pleito vai determinar se os republicanos manterão as estreitas maiorias nas duas Casas do Congresso dos EUA. Um eventual aumento nos juros pode agravar as preocupações dos eleitores com o poder de compra, segundo pesquisas recentes da Reuters Ipsos.
Diante desse cenário, os índices de aprovação de Trump caíram à medida que a inflação persiste no país. O presidente tem usado o discurso econômico para tentar reverter a queda na popularidade e garantir a base republicana nas urnas. Para ele, os níveis atuais dos juros do Fed beneficiam outros países às custas dos Estados Unidos.
“Estamos enriquecendo outros países”
Trump voltou a criticar a política monetária do Fed com declarações fortes. “Eu entendo mais de fórmulas do que qualquer pessoa e, com o melhor crédito do mundo, estamos enriquecendo outros países”, disse o presidente. A fala reforça a insatisfação da Casa Branca com a condução da economia pelo banco central, que tem autonomia para definir a taxa básica de juros.
O Fed se reúne em um contexto de inflação elevada e crescimento econômico moderado. O indicador da inflação subjacente divulgado na última semana acendeu o alerta no mercado e aumentou a pressão sobre os formuladores de política monetária. Analistas avaliam que a decisão do Fed pode impactar não apenas a economia doméstica, mas também os mercados globais, já que os juros americanos influenciam o fluxo de capitais internacionais.
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As declarações de Trump no Irish Open ocorrem em meio a uma escalada na retórica contra o Fed. O presidente já havia criticado publicamente o banco central em outras ocasiões, mas nunca tão próximo de uma reunião decisiva. Para analistas, a pressão política pode complicar ainda mais a comunicação do Fed com o mercado e com a população.
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



