Durigan: Brasil “não bate continência” para os EUA

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (26), em Pequim, durante visita oficial à China, que o governo “não bate continência” diante das pressões comerciais dos Estados Unidos.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A declaração foi feita ao abordar como Brasil se equilibra frente às tentativas americanas de restringir movimentos internacionais de diversificação monetária do país.
Estratégia brasileira no comércio internacional
“É assim que a gente se equilibra”, completou Durigan na coletiva, enfatizando uma estratégia nacional para lidar com tensões geopolíticas e econômicas globais.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Ele relatou ainda dados apresentados pelo presidente Lula em Washington: Lula mostrou a Donald Trump informações sobre a queda da participação dos Estados Unidos no comércio exterior brasileiro.
O Ministro apontou números significativos ao longo do tempo. Quando Luiz Inácio Lula da Silva assumiu seu primeiro mandato, em 2003, os EUA respondiam por mais de 20% do comércio exterior brasileiro; desde então, essa fatia caiu de forma expressiva.
Críticas às tarifas americanas
Durigan classificou o debate tarifário promovido pelos EUA contra o Brasil como injusto na prática econômica global. Segundo ele, a lógica estadunidense utilizada para impor taxas à China — baseada em desequilíbrios nas balanças comerciais —, não se aplica ao relacionamento comercial entre os dois países.
Em setembro do ano passado, Lula já havia argumentado que, nos últimos 15 anos, os Estados Unidos acumularam um superávit de US$ 410 bilhões (R$ 2,1 trilhões) no comércio com o Brasil.
Posicionamento sobre financiamentos externos
O ministro também foi crítico quanto às ações políticas externas e o uso desses elementos. Ele criticou a prática alegadamente adotada por candidatos da oposição para buscar “elementos”, seja em termos financeiros ou eleitorais externo ao país.
Durigan classificou essa busca como contrária à Constituição brasileira porque proíbe qualquer tipo de financiamento internacional destinado a campanhas eleitorais. “Eu acho lamentável que se faça isso”, declarou, acrescentando ainda um tom mais pessoal: “E é justamente na contramão do que a nossa institucionalidade faz.”
Abertura comercial sem alinhamentos
Reafirmando seu pragmatismo e foco no interesse nacional, Durigan garantiu uma postura aberta para o comércio brasileiro com todos os parceiros. Ele não pretende ficar “no corner entre China e Estados Unidos”.
“Se tem estadunidense que está querendo colocar dinheiro no Brasil… eu acho ótimo”, afirmou em relação aos investimentos americanos feitos por exemplo em biocombustível. O mesmo entusiasmo foi direcionado ao lado chinês: “Se tem chinês [investimento], eu acho ótimo também”. O ministro concluiu dizendo: “Eu tenho a minha estratégia brasileira.”
Editoria:
Redação Internacional
A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



