DP World Brasil avalia expansão logística na América Latina com foco em novas rotas integradas

A DP World Brasil planeja expandir suas operações logísticas na América Latina, buscando novas rotas entre países da região e mercados norte-americanos.

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Foto: Reprodução
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DP World Brasil planeja expansão logística na América Latina

A DP World Brasil está avaliando a possibilidade de expandir suas operações logísticas na América Latina, com foco em novas rotas integradas entre países da região e mercados da América do Norte. Fabio Siccherino, CEO da empresa no Brasil, destacou que as discussões estão em um estágio inicial e que ainda não há projetos com “maturidade suficiente para serem anunciados” oficialmente.

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“Estamos analisando como integrar as operações brasileiras com as da Argentina e do Chile. Temos conversado bastante sobre como melhorar o fluxo entre os países da costa oeste da América do Sul, como Peru e Equador, além dos Estados Unidos e Canadá”, declarou Siccherino.

O executivo ressaltou que a empresa está explorando diferentes possibilidades de integração logística nas Américas, onde possui 11 unidades operacionais.

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Desafios e estratégias no setor logístico

A discussão sobre a expansão ocorre em um contexto de reestruturação logística global, impulsionada por períodos de instabilidade causados pela pandemia e pelas crescentes tensões geopolíticas. Siccherino apontou que a imprevisibilidade no comércio global tem aumentado os desafios operacionais no setor portuário.

Desde a pandemia, o Porto de Santos tem enfrentado um aumento nos atrasos nas atracações, com as janelas previstas para a entrada de navios frequentemente não sendo cumpridas.

“Não conseguimos prever com precisão o que pode ocorrer em situações adversas, como a pandemia e o conflito no Oriente Médio, especialmente em um cenário com 85% de ocupação”, afirmou. Em resposta a esses desafios, a DP World tem ampliado sua estratégia de operações “porta a porta”, onde a empresa controla diversas etapas da cadeia logística, desde o terminal de origem até o destino final da carga.

Modelo de operações e benefícios

Segundo Siccherino, esse conceito de verticalização se aplica às rotas em estudo que envolvem Argentina e Chile, além do corredor Brasil-África já em funcionamento. “Com essa conectividade, é possível pegar a carga na planta com o cliente, consolidar a carga, contratar o frete internacional utilizando o meu terminal, transportar o produto e realizar a distribuição”, explicou.

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Esse modelo de operações proporciona maior previsibilidade nas entregas, reduz custos operacionais e melhora o fluxo de informações ao longo da cadeia logística, uma vez que a operação é centralizada em uma única empresa.

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