Dólar abre estável após deflação no Brasil e expectativa por inflação dos EUA

O dólar comercial abriu a sexta-feira (11) praticamente estável, cotado a R$ 5,1054 na venda, após o IBGE divulgar que o Brasil registrou deflação no mês de agosto. O movimento ocorre em meio à expectativa dos investidores pelos dados de inflação nos Estados Unidos e aos desdobramentos da crise no Supremo Tribunal Federal (STF).
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Às 9h 24, a moeda americana à vista cedia apenas 0,01%, um sinal de que o mercado aguarda definições tanto no cenário doméstico quanto no exterior. No radar dos agentes financeiros, o índice DXY — que mede o desempenho do dólar ante seis outras moedas fortes — operava em alta de 0,12%, aos 99,16 pontos, indicando sinais mistos para a divisa americana no mercado global.
Deflação no Brasil e sinais mistos no exterior
Do lado de fora, porém, o cenário é de cautela. Os investidores globais estão à espera dos números de inflação nos Estados Unidos, que devem sair ainda nesta sexta-feira. O dado americano pode influenciar as próximas decisões do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) sobre os juros, o que mexe diretamente com o apetite por risco em mercados emergentes como o Brasil.
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Crise no STF e o caso Master seguem no radar
Além dos indicadores econômicos, os agentes financeiros monitoram de perto os desdobramentos da crise institucional no STF. O ministro André Mendonça retirou o sigilo de parte do caso Master, uma decisão que pode trazer novos elementos para o noticiário político e jurídico do país.
Na prática, a retirada do sigilo por Mendonça abre caminho para que mais detalhes do processo venham a público, o que pode tanto acalmar quanto agitar os ânimos dos investidores, dependendo do que for revelado.
Com o noticiário doméstico e externo em ebulição, o mercado de câmbio brasileiro deve seguir volátil ao longo do dia. A combinação de deflação local, expectativa com inflação americana e a crise institucional em Brasília cria um cenário de incertezas que pode definir os rumos da moeda nas próximas horas.
Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
Editoria:
Redação Economia
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