Desembargador de Minas Gerais é investigado por crimes sexuais

PGR abre apuração contra Magid Nauef Láuar, do TJMG, após informações do CNJ, que referendou o afastamento dele

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Foto: Reprodução
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Investigação sobre desembargador acusado de crimes sexuais é iniciada

A Procuradoria-Geral da República (PGR) deu o pontapé inicial em uma investigação contra o desembargador Magid Nauef Láuar, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), na última quinta-feira, 5 de março de 2026. A ação judicial busca apurar possíveis crimes sexuais, após receber informações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre denúncias de irregularidades.

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As investigações começaram após o CNJ identificar casos de crimes sexuais cometidos por Láuar, um integrante do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Um dos episódios remonta a 2011, quando o desembargador ainda exercia a função de magistrado, e, portanto, não havia prescrição para o caso.

A informação foi divulgada pelo jornalista Mateus Coutinho.

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Se o inquérito for autorizado, Láuar passará a ser investigado tanto na esfera administrativa quanto criminalmente. O corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell Marques, conduziu oitiva de cinco pessoas que alegam ter sido vítimas do desembargador.

O CNJ, por sua vez, referendou o afastamento cautelar do magistrado, visando garantir a liberdade de apuração dos fatos.

Detalhes da investigação e afastamento

Segundo a Corregedoria Nacional de Justiça, o afastamento de Láuar foi motivado por uma investigação preliminar que revelou indícios de delitos contra a dignidade sexual durante seu período como juiz nas comarcas de Ouro Preto (MG) e Betim (MG).

O desembargador ganhou notoriedade nacional após absolver em fevereiro um homem acusado de estupro de vulnerável em Indianópolis (MG).

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A situação se complicou ainda mais quando, em 25 de fevereiro, o magistrado precisou reverter sua decisão original, restabelecendo a condenação após o Ministério Público apresentar um recurso, admitindo a existência de um “vínculo afetivo consensual” entre o réu e a vítima.

Ação do CNJ e próximos passos

O plenário do CNJ determinou o afastamento cautelar para assegurar a livre e irrestrita apuração dos fatos. A medida foi tomada a partir de uma investigação preliminar que identificou desdobramentos que apontavam para a prática de delitos contra a dignidade sexual durante o período em que Láuar atuou como juiz nas comarcas de Ouro Preto (MG) e Betim (MG).

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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