Deputados de esquerda retiram assinaturas de projeto sobre antissemitismo após polêmica

Deputados da esquerda retiram assinaturas de projeto sobre antissemitismo
Em uma rápida reviravolta, diversos deputados federais de esquerda, incluindo representantes do PT e da Rede, pediram nesta segunda-feira (30) a retirada de suas assinaturas do projeto de lei 1424/2026. A proposta, apresentada em 26 de março pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), propõe a adoção dos parâmetros da IHRA (International Holocaust Remembrance Alliance) na definição de antissemitismo no Brasil, com o objetivo de orientar as políticas públicas nacionais.
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De acordo com requerimentos protocolados pelos parlamentares, a situação surgiu devido a uma “inclusão feita inadvertidamente pela assessoria”. Em comunicado, os deputados admitiram que o endosso foi um erro administrativo, sem a devida autorização, e informaram que medidas administrativas seriam tomadas.
A preocupação central reside na relevância do tema para a comunidade Palestina, que enfrenta ataques e violência em curso.
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Erros e retratações
Helena (PT-MS), uma das signatárias, negou publicamente o documento oficializado na Câmara, expressando sua indignação com a “matança do povo palestino”. Outros parlamentares também se retrataram. Vander Loubet (PT-MS) explicou que a assinatura foi resultado de um “erro interpretativo”, confundindo o desejo de promover o debate com o apoio à proposta.
Welter (PT-PR) detalhou que a assinatura foi solicitada por Tabata Amaral após a assinatura de um projeto sobre agricultura familiar, e que a decisão de retirar a assinatura foi tomada coletivamente após ponderações.
Posições e argumentos
Ana Paula Lima (PT-SC) já havia solicitado a retirada da sua assinatura durante o fim de semana, buscando evitar restrições ao debate político legítimo. Os deputados Reginaldo Lopes (PT-MG), Luiz Couto (PT-PB) e Alexandre Lindenmeyer (PT-RS) também apresentaram requerimentos, e Couto justificou a retirada da assinatura com base nas ações de Israel.
Welter enfatizou o compromisso com a liberdade de expressão, defendendo um debate que combata o ódio sem restringir o debate político legítimo.
A retirada das assinaturas demonstra a complexidade do debate sobre antissemitismo e a importância de uma formulação equilibrada, que combata o ódio sem abrir margem para restringir o debate político legítimo. A situação levanta questões sobre a comunicação e o processo de tomada de decisão em projetos legislativos, especialmente em temas sensíveis e controversos.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
Editoria:
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