Deputada eleita com 524.219 votos em MG, Ana Elisa revela ameaças de morte e precisa de escolta
A deputada federal Ana Elisa (PT), eleita aos 21 anos para a Câmara Federal com 524.219 votos em Minas Gerais, divulgou na sexta-feira (06/11) um vídeo em que mostra uma das várias ameaças de morte que tem recebido. Por causa delas, ela precisou pedir uma escolta policial.
A publicação veio depois de uma mentira espalhada pela influenciadora bolsonarista Natássia Chamelete, que tem quase 1 milhão de seguidores no Instagram. Ela aparece em fotos com Flávio Bolsonaro (PL) em atos bolsonaristas.
Influenciadora diz que deputada é contra a polícia
Segundo o vídeo, Natássia Chamelete afirmou que Ana Elisa é “contra a polícia” e que a deputada “está se sentindo ameaçada, logo, pede uma escolta só para ela”. A deputada rebateu a acusação e disse que um jornalista esteve em sua casa filmando a escolta antes da divulgação das informações falsas.
Ana Elisa afirmou que nunca disse ser contra o policiamento. “Eu sou contra a violência policial, que é uma coisa completamente distinta”, declarou. Ela também lembrou que, num governo do PT, na presidenta Dilma Rousseff, a Guarda Civil passou a ter direito de andar armada, e pediu que os seguidores pesquisassem.
A deputada disse não conhecer a influenciadora e pediu que ela pergunte ao autor do e-mail qual o motivo de querer matá-la.
E-mail com ameaças de estupro e morte
No vídeo, Ana Elisa lê um e-mail enviado por alguém que se identifica como Pedro. A mensagem contém ameaças de estupro e morte e descreve, segundo o remetente, como a ação seria executada “em um espaço de 48 horas”. O conteúdo traz ataques racistas e misóginos contra a deputada.
“Esse é o e-mail mais leve que eu recebo. Está aqui o título, está aí o e-mail, quem tiver dúvida, quem achar que eu estou mentindo”, disse a parlamentar.
“Eu queria ter liberdade”, diz Ana Elisa
Ana Elisa também se dirigiu diretamente às mulheres que a atacam nas redes. “Eu não desejo que você um dia tenha uma escolta na porta da sua casa esperando você sair”, afirmou. Ela disse ainda não desejar que a família de quem a ataca passe pelo mesmo medo. “Eu sei de verdade o que é ter medo de morrer se eu sair na rua”, completou.
Na parte final, a deputada rebateu a ideia de que quer atenção. “Você acha que eu queria uma escolta para chamar de minha com 20 anos? Não, eu queria ter liberdade. Agora, que é uma coisa que eu não tenho, que eu perdi. Isso é o que eu queria para chamar de minha: liberdade”, concluiu.
Editoria:
Redação Política
A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para contato@cliquefatos.com.br.