Debate na CNN: Cardozo e Bortoletto divergem sobre embate no STF fragilizar eleições
Debate na CNN expõe visões opostas sobre impacto de conflitos no STF na segurança jurídica das eleições.
O comentarista da CNN José Eduardo Cardozo e o empresário Leonardo Bortoletto travaram um debate acalorado na noite de quinta – feira (1°), no programa O Grande Debate (exibido de segunda a sexta, às 23h). O tema central foi a polêmica: o embate interno no STF (Supremo Tribunal Federal) fragiliza ou não o processo eleitoral brasileiro? Decisões conflitantes entre o Supremo e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nos últimos meses serviram de pano de fundo para a discussão.
Entre os casos que alimentaram a controvérsia estão a fake news envolvendo Nossa Senhora Aparecida, a participação de Renan Santos (Missão) no debate presidencial antes do primeiro turno e a manutenção do púlpito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no mesmo debate.
As posições dos debatedores, no entanto, foram opostas.
Cardozo vê risco à democracia como um todo
Para José Eduardo Cardozo, o problema é mais grave do que uma simples crise institucional. Na visão dele, o conflito no Judiciário não atinge apenas as regras eleitorais, mas a própria democracia. “Este embate do judiciário fragiliza a democracia, o que é pior”, afirmou o comentarista.
Cardozo também criticou os ataques pessoais a magistrados. Para ele, comentários que atacam juízes sem discutir as razões jurídicas das decisões contribuem para o mesmo enfraquecimento. O ex – ministro da Justiça ainda saiu em defesa da participação de Renan Santos no debate presidencial.
Ele argumentou que critérios objetivos para a inclusão de candidatos não podem marginalizar partidos novos. “Democracia é democracia, não varia de acordo com as minhas conveniências”, declarou.
Bortoletto aponta insegurança jurídica com regras mutáveis
Leonardo Bortoletto foi direto ao ponto: para ele, o embate interno no STF fragiliza, sim, o processo eleitoral. O empresário criticou a mudança de regras durante o jogo, o que, segundo ele, gera insegurança jurídica. “Todas as vezes em que a gente muda a regra do jogo com o jogo em curso, nós estamos trazendo insegurança jurídica”, disse.
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Bortoletto questionou o timing da decisão sobre o debate presidencial. Ele lembrou que a regra já existia há muito tempo e que o próprio Lula já havia declarado que não participaria. Para o empresário, a situação é um problema grave. “Nós precisamos de instituições fortes com pessoas que verdadeiramente estão comprometidas com a lei e não com torcida”, concluiu.