CVS Health vai se dividir em duas empresas e desfaz fusões com Aetna e Caremark até 2028

A CVS Health anunciou na quarta-feira (4) que vai se dividir em duas empresas, em uma das maiores reestruturações do setor de saúde. A decisão desfaz as fusões que reuniram a maior rede varejista de farmácias do país, a gigante de seguros Aetna e a gestora de benefícios farmacêuticos Caremark.
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A separação deve ser concluída no início de 2028. Uma das novas companhias, chamada de CVS Pharmacy, ficará com as 9.000 farmácias de varejo, a farmácia por correspondência e a MinuteClinic.
Como ficará a divisão entre as duas empresas
A outra empresa reunirá a Aetna, a Caremark, um negócio de medicamentos especializados e duas companhias adquiridas pela CVS que oferecem atenção primária e avaliações de saúde domiciliar a idosos. Ela será chamada provisoriamente de CVS Health, e o CEO David Joyner vai liderá-la.
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Joyner resumiu a mudança em comunicado na quarta-feira. “Estamos basicamente pegando o que acredito ser uma grande empresa e transformando-a em duas”, disse ele.
Por que a CVS desfaz uma estratégia de quase duas décadas
A reversão mexe com uma estratégia iniciada em 2007, quando a CVS se fundiu com a Caremark, que administra benefícios de prescrição para pessoas com plano de saúde. Em 2018, a empresa foi além e comprou a Aetna por US$ 69 bilhões.
A divisão também contraria a tendência de juntar em grandes conglomerados partes do setor como seguradoras, gestoras de benefícios e prestadores de serviços. Defensores dos consumidores e legisladores estaduais e federais criticam essa consolidação, que, segundo eles, dá controle excessivo ao setor e eleva os custos para os pacientes.
Alguns membros do Congresso chegaram a pedir o desmembramento das empresas.
Enquanto isso, as seguradoras enfrentam pressão de custos, já que os americanos usam mais serviços de saúde. Legisladores e reguladores buscam reformar o setor de gestão de benefícios farmacêuticos, que agora encara novos concorrentes tentando corroer a dominância da Caremark e de outras grandes gestoras.
Consumidores e pacientes devem sentir pouco
A divisão deve ter pouco impacto na forma como as pessoas compram na CVS, e a companhia não anunciou nenhum fechamento de lojas. Ela também não deve alterar o que os pacientes pagam por medicamentos prescritos.
As gestoras de benefícios atuam nos bastidores, negociando diretamente com fabricantes os custos das prescrições. As farmácias de varejo da CVS e o seguro Caremark já operam separadamente, e a divisão não muda essa rotina.
O negócio de varejo, porém, vem perdendo espaço para a migração dos consumidores ao online, onde a empresa ainda fica atrás de líderes como a Amazon. Michael Cherny, analista da Leerink Partners, escreveu em nota a clientes na noite de terça-feira que a notícia era “um choque completo”.
Ele afirmou que o desempenho das farmácias tem sido bom, de modo que “talvez a perspectiva para uma farmácia de varejo independente (ainda com escala e alavancagem significativas por conta própria) seja mais forte agora do que antes”.
Ações recuam e resultados do terceiro trimestre chamam atenção
As ações da CVS Health, que subiram desde a nomeação de Joyner, caíram 12% durante as negociações do meio do dia, depois de terem subido levemente no pré-mercado. Joyner assumiu o cargo de CEO em 2024, em meio a demissões, fechamento de lojas e fraco desempenho das ações.
Os acionistas receberão ações das duas empresas em uma transação isenta de impostos, de acordo com a companhia. No mesmo dia, a CVS divulgou lucros e receitas mais altos no terceiro trimestre, principalmente por causa do segmento de Benefícios de Saúde, e elevou sua previsão de lucros para o restante do ano.
Hoje a empresa tem 9.000 unidades nos Estados Unidos, e 800 delas são MinuteClinics, com equipes formadas por enfermeiros práticos e assistentes médicos. A CVS conta ainda com 30.000 farmacêuticos e 200.000 funcionários em suas lojas, conforme informado em teleconferência de resultados na quarta-feira.
Editoria:
Redação Economia
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