CSN vende a CSN Cimentos para a chinesa Huaxin em acordo avaliado em R$12,7 bilhões
A siderúrgica CSN (CSNA3) assinou um acordo para vender sua unidade de cimento, a CSN Cimentos, à chinesa Huaxin. A transação avalia o negócio em R$12,7 bilhões com base no valor da empresa, informou a companhia no domingo (8). O acerto foi fechado no sábado (7).
Pelo acordo, a Huaxin deverá pagar cerca de R$9,03 bilhões por uma participação de 99,99% na CSN Cimentos. O valor reflete o valor empresarial acordado após ajustes para dívida e capital de giro, segundo documento separado apresentado pela própria Huaxin.
Venda faz parte de plano para reduzir dívida
Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários, a CSN afirmou que a operação é um passo em sua estratégia para reduzir a dívida e otimizar a estrutura de capital. A empresa vem tentando diminuir o endividamento e aumentar os lucros em um momento de aço fraco e de pressão de importações de baixo custo, principalmente da China.
O plano de desinvestimento, divulgado pela CSN em janeiro, já incluía o negócio de cimento. A companhia avaliou a operação no final de outubro, quando anunciou um acordo de exclusividade de 10 dias com a Huaxin para negociar a venda.
Fechamento depende de aprovações no Brasil e na China
A conclusão da venda está sujeita às condições habituais de fechamento. Entre elas estão a aprovação do órgão regulador antitruste Cade, o consentimento prévio da Aneel e as aprovações regulatórias chinesas aplicáveis.
A Huaxin afirmou que a CSN Cimentos responde por cerca de 21% do mercado brasileiro de cimento. Se concluída, a compra marcaria a primeira entrada de uma produtora chinesa de cimento no país, e ficaria entre as maiores aquisições industriais chinesas no setor de materiais de construção do Brasil, de acordo com a empresa.
A Huaxin venceu a disputa pela CSN Cimentos em um processo competitivo iniciado em março de 2026, conforme divulgações anteriores da própria empresa.
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