ISA Energia (ISAE4) triplica lucro no 3º tri, mas o lucro pró-forma sobe só 14% sem a Axia

Novas linhas e subestações sustentaram o resultado recorrente, e a dívida líquida de R$ 17 bilhões, alta de 20%.

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Energia elétrica, Energisa, ENGI11 | Foto: Reprodução/Money Times
Energia elétrica, Energisa, ENGI11 | Foto: Reprodução/Money Time...
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A ISA Energia (ISAE4) lucrou R$ 1,9 bilhão no terceiro trimestre, mais de três vezes o resultado de um ano antes. O balanço foi divulgado na terça-feira e o número foi inflado pela contabilização de um descruzamento de participações societárias acertado com a Axia Energia (AXIA3).

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Sem esse efeito extraordinário, o lucro líquido pró-forma da transmissora subiu 14%, para R$625 milhões. No mesmo recorte, o Ebitda somou R$ 3,19 bilhões, alta de 259% na comparação anual, e o indicador pró-forma avançou 41%, para R$1,25 bilhão.

Novas linhas e subestações puxam a receita

Segundo executivos da ISA, o desempenho recorrente foi sustentado pela entrada em operação de novos projetos de linhas e subestações de energia. A consolidação de um grande ativo também contribuiu, assim como o reajuste tarifário e o controle de custos.

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O CEO Rui Chammas resumiu a lógica do crescimento ao explicar o peso da dívida nos projetos. “A dívida dos projetos aparece antes. Primeiro vem a dívida, depois vem a energização. Então, conforme as energizações vão vindo, você materializa aquilo que as pessoas esperam, o crescimento da receita, o crescimento do lucro líquido”, disse Chammas.

Dívida sobe 20%, mas alavancagem cai

A transmissora encerrou setembro com dívida líquida de R$17 bilhões, alta de 20% em relação ao fim de 2025. A companhia segue executando grandes investimentos na construção de novos ativos, o que pressiona o endividamento.

Ainda assim, o índice de alavancagem recuou de 3,63 vezes para 3,5 vezes no mesmo período, já refletindo ingressos maiores de receita.

A diretora financeira Silvia Wada classificou o endividamento como “confortável”. Ela lembrou que boa parte da dívida está atrelada ao IPCA, índice que também corrige a receita, o que confere um “head natural” às operações.

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Carteira de reforços soma R$7,6 bilhões

A ISA continua ampliando a carteira de reforços e melhorias em sua rede existente de transmissão. Esses projetos são autorizados pela reguladora Aneel e geram receitas adicionais, e somam hoje R$7,6 bilhões em investimentos previstos para os próximos anos.

Empresa ainda avalia entrar em leilões de transmissão e baterias

Segundo o CEO, a ISA identificou oportunidades “interessantes” na próxima licitação de lotes de transmissão, prevista para o início de 2027. A empresa, porém, ainda não decidiu se disputará efetivamente esses projetos. Ele afirmou que a companhia continua estudando participar dos próximos leilões do setor elétrico, mas está cautelosa diante do atual patamar de endividamento e de um cenário ainda incerto para o custo do capital nos próximos anos.

No certame de baterias, segmento em que a ISA já tem experiência por ser responsável pela operação do primeiro sistema de grande escala no Brasil, a participação também segue em estudo.

Wada afirmou que a companhia discorda do entendimento da Aneel de que as transmissoras podem participar do leilão, mas devem seguir as condições de seus contratos de concessão. Na prática, isso implicaria reverter parte das receitas obtidas com a nova atividade para a modicidade tarifária. “Colocando modicidade tarifária, você está praticamente inviabilizando… É até contrário à busca de modicidade, porque você estaria diminuindo a competição. Mas a gente tem outro entendimento e deve trabalhar nesse tema”, disse Wada.

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