CSN avança em financiamento bilionário com garantia da operação de cimentos

Diretor financeiro diz que a assinatura deve ocorrer em poucos dias; plano prevê levantar até R$ 18 bilhões para reduzir a dívida

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CSN prepara financiamento com garantia de cimentos

A CSN está prestes a assinar um financiamento que terá como garantia a operação de cimentos do grupo, conforme confirmou o diretor financeiro, Marco Rabello, nesta quinta-feira (12). Ele não divulgou os valores envolvidos, mas destacou que a estrutura prioriza a participação em cimentos como colateral.

Durante uma conferência com analistas, Rabello afirmou que a operação está em um estágio avançado e que a assinatura deve ocorrer em poucos dias. Ele descreveu a transação como “saudável” e que trará benefícios tanto para a CSN quanto para seus credores.

Financiamento e vendas em andamento

Recentemente, a imprensa local informou que a CSN estava próxima de fechar um financiamento entre US$ 1,35 bilhão e US$ 1,5 bilhão com bancos, utilizando as ações de sua cimenteira como garantia. Além disso, Rabello mencionou que a empresa deve concluir, no terceiro trimestre, a venda do controle da cimenteira e de uma participação em sua futura empresa de ativos logísticos.

Esse movimento faz parte do plano da CSN de levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões em capital para reduzir sua alavancagem financeira. Para a venda do controle da CSN Cimentos, a empresa contratou o Morgan Stanley, enquanto o Bradesco e o Citibank foram escolhidos para assessorar o processo relacionado à infraestrutura logística.

Expectativas e desafios

Rabello destacou que o processo de venda do controle de cimentos está atraindo muitos interessados, incluindo empresas da Ásia, Europa e do Brasil. Ele expressou otimismo em ter a assinatura de ambos os processos no terceiro trimestre.

Além disso, a CSN planeja realizar uma operação de pré-pagamento de minério de ferro entre o primeiro e o terceiro trimestres deste ano, embora o executivo não tenha revelado valores. Apesar disso, as ações da companhia enfrentaram perdas significativas no Ibovespa, em meio a preocupações sobre o aumento do endividamento do grupo.

Crescimento da dívida e perspectivas de preços

Rabello explicou que o crescimento da dívida líquida no quarto trimestre, que atingiu R$ 41,2 bilhões, foi um evento pontual, influenciado por fatores como efeitos cambiais adversos. O aumento da alavancagem para 3,47 vezes, em comparação com 3,14 no terceiro trimestre, foi o primeiro após três trimestres consecutivos de queda.

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O executivo também mencionou que a CSN está considerando parcerias para sua operação de produção de aço, visando melhorar a eficiência. Em relação aos preços, a empresa espera um aumento de 4,5% a 6% no primeiro trimestre, com a possibilidade de reajustes devido à aplicação de barreiras antidumping pelo governo.

Segundo o diretor comercial, Luis Fernando Martinez, a importação de aço pelo Brasil deve cair entre 1,5 milhão e 2 milhões de toneladas neste ano, apesar de um aumento nas compras em janeiro e fevereiro. A CSN prevê volumes estáveis de venda de aço no primeiro trimestre, com um aumento significativo na carteira no segundo trimestre, especialmente em materiais de maior valor agregado.

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