Juros altos e crédito caro: Bartunek diz que ritmo de expansão deve caber no caixa da empresa

Fundador da Constellation, o “Warren Buffett brasileiro” defendeu no G4 Valley que cuidar do cliente e do caixa ajuda a atravessar crises e a ganhar mercado.

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Foto: Divulgação/G4 Valley
Foto: Divulgação/G4 Valley

Em um país de juros altos e crédito caro, uma combinação simples pode decidir se a empresa sobrevive às crises: cuidar do cliente sem perder o controle das finanças. A receita foi dada por Florian Bartunek, fundador da Constellation Asset Management, que participou neste sábado (31) do G4 Valley, no São Paulo Expo, na capital paulista.

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Conhecido como o “Warren Buffett brasileiro”, ele resumiu em uma frase o que aprendeu em mais de 30 anos no mercado financeiro: “Um olho no cliente e outro no caixa”. Na conversa com o empresário Tallis Gomes, defendeu que a longevidade de um negócio depende menos da velocidade de expansão e mais da capacidade de atravessar períodos difíceis sem comprometer a estrutura financeira.

Crescer rápido pode levar à quebra

Para Bartunek, a pressa por resultados costuma ser a principal armadilha. “Tem gente muito aflita querendo ficar rico muito rápido. Mas quando você fica aflito para ficar rico muito rápido, corre mais risco de ficar pobre muito rápido”, afirmou.

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Na visão do investidor, os empresários mais bem-sucedidos são os que mantêm o negócio por décadas, reinvestindo os resultados e deixando o crescimento acumulado render ao longo do tempo. O problema, segundo ele, é que muitos empreendedores sacrificam a saúde financeira da companhia para cumprir metas de expansão em prazos curtos demais.

A orientação é ajustar o ritmo ao caixa disponível. “Vou crescer de acordo com a minha capacidade de caixa”, aconselhou. Para ele, é preferível levar mais tempo para chegar a uma meta do que pôr em risco a sobrevivência da empresa tentando antecipar resultados.

Crise pode abrir espaço para quem tem caixa

Bartunek ressalta que isso não significa abrir mão de oportunidades, sobretudo em períodos de crise. Para ele, a turbulência pode dar espaço a empresas mais eficientes para conquistar mercado. “Uma empresa ruim quebra, uma empresa boa sobrevive, uma empresa espetacular cresce ainda mais”, afirmou.

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