CPMI do INSS convida Galípolo e Campos Neto para falar sobre consignados

Comissão aprovou o compartilhamento de dados da quebra de sigilo de Fabiano Zettel e pede ao STF mais prazo.

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CPMI do INSS Abre Investigação Sobre Créditos Consignados

Na quinta-feira, 19 de março de 2026, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS deu o pontapé inicial em uma investigação sobre irregularidades nos créditos consignados oferecidos a aposentados e pensionistas por instituições financeiras.

A comissão aprovou convites para que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e seu antecessor, Roberto Campos Neto, prestem esclarecimentos sobre as suspeitas.

É importante ressaltar que se trata de um convite, e não de uma convocação formal. Isso significa que eles não têm a obrigação de comparecer à CPMI.

Zettel e a Fase Avançada da Operação

A CPMI também aprovou o compartilhamento de informações, sob a liderança da presidência da CPI do Crime Organizado, relacionadas à quebra dos sigilos bancários. Zettel emergiu como um nome central na segunda fase da operação, que teve seu início em 14 de janeiro com uma ação da Polícia Federal.

O empresário, casado com Natália Vorcaro, irmã do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, atua no mercado financeiro e é uma das lideranças da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte.

Prorrogação da CPMI e Desafios Legais

A CPMI do INSS planeja analisar o relatório final na próxima semana, conforme anunciou o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG). O documento, elaborado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), já tem mais de 5.000 páginas.

Para garantir a continuidade da investigação, a CPMI apresentou um mandado de segurança ao Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de estender o prazo de funcionamento. Até o momento, o pedido ainda não recebeu uma resposta oficial. Antes, Viana já havia tentado prorrogar o prazo da comissão, sem sucesso.

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Com o prazo original se aproximando do fim em 28 de março, o senador expressou a intenção de prosseguir com a votação na próxima semana, mesmo que algumas diligências não sejam concluídas integralmente.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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