CPI aprova acesso a dados do “Sicário” e convoca especialistas

CPI do Crime Organizado aprova a transferência dos sigilos de Luiz Philippi Mourão e pede ao Coaf o relatório sobre ele e Zettel

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CPI do Crime Organizado aprova transferência de sigilos e convoca testemunhas

Nesta quarta-feira (11), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou uma importante medida: a transferência dos sigilos bancário e fiscal de Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”.

O termo se refere a uma pessoa contratada para cometer crimes, incluindo homicídios. A decisão visa facilitar o acesso da CPI a informações cruciais.

O principal objetivo da aprovação é que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) envie o Relatório de Inteligência Financeira (RIF) de Zettel e do “Sicário” diretamente ao colegiado. Apesar da ausência de um prazo definido para a entrega do documento, o relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), expressou otimismo, afirmando que “o histórico é positivo” e que a Polícia Federal (PF) geralmente responde prontamente aos pedidos da comissão.

A equipe da CPI informou que o processo de comunicação e entrega do RIF está em andamento, com a expectativa de que a documentação seja disponibilizada em breve. A avaliação positiva do senador Vieira reflete a confiança na eficiência da PF para cumprir as determinações da CPI.

Adicionalmente, a CPI aprovou a convocação de três especialistas para prestar esclarecimentos. Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização do Banco Central (BC), Bellini Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária do BC, e Marilson Roseno da Silva, escrivão aposentado da Polícia Federal, serão chamados a depor sobre o caso.

O caso envolvendo Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, está centralizado na 3ª fase da operação Compliance Zero, iniciada em 4 de março pela PF. Ele é investigado por atuar como mediador dos serviços do “núcleo de intimidação” de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e por realizar pagamentos.

A tentativa de suicídio do indivíduo durante a custódia da PF em Minas Gerais foi um ponto de destaque na investigação.

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