Mesmo com a ordem de manter toda a frota, Nunes admite 8 mil de 12 mil ônibus no 2º turno

Vereadores de São Paulo avaliam abrir CPI para apurar se houve intenção na redução da frota.

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Ricardo Nunes (MDB), prefeito de São Paulo | Foto: Agência Brasil
Ricardo Nunes (MDB), prefeito de São Paulo | Foto: Agência Brasi...
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A Câmara dos Vereadores de São Paulo pode abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar se o prefeito Ricardo Nunes (MDB) agiu de propósito ao deixar de cumprir a determinação de manter toda a frota de ônibus circulando durante as eleições.

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Nunes admitiu que, no domingo (25), durante o segundo turno, havia 8 mil ônibus em circulação, num total de 12 mil. Além do pedido de CPI, a Bancada Feminista do Psol protocolou um pedido de impeachment do prefeito, que está em análise na Casa.

Secretário é convidado a explicar a falta de ônibus

O secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira, foi convidado a comparecer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ele deverá responder perguntas sobre a redução da frota nas ruas.

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Vereadora fala em crime eleitoral e suspeita de má-fé

Em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, a covereadora Silvia Ferraro afirmou que a situação é grave. Para ela, é preciso responsabilizar quem cometeu o que chamou de “crime eleitoral” ao impedir o direito ao voto.

“Na nossa avaliação, o prefeito Ricardo Nunes tem responsabilidade, porque ele não se prestou a esse compromisso com a democracia. Ele agiu para favorecer o candidato dele, que era Flávio Bolsonaro. Nós já sabemos que os locais onde mais houve problemas com ônibus são regiões onde Lula teria mais votos. Há suspeita de que ele tenha agido de má-fé”, afirma.

Ferraro diz que, se ficar comprovado que Nunes tirou os ônibus de circulação de propósito, ele poderá sofrer impeachment. “É um crime eleitoral e um crime contra a democracia. Isso que foi feito na cidade de São Paulo e também em Salvador não pode se repetir”, defende.

CPI precisa de 19 assinaturas para ser instalada

Segundo a vereadora, a Câmara analisa neste momento o pedido de impeachment. Para instalar a CPI, serão necessárias 19 assinaturas.

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“Não será fácil, porque a base governista na Câmara age para proteger o prefeito e é maioria”, explica Ferraro.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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