Mesmo com prejuízo de R$ 5,55 bi no semestre, Correios ganham garantia da União para novo empréstimo

O Ministério da Fazenda autorizou a União a dar garantia a um empréstimo de 7 bilhões de reais para os Correios. O despacho, assinado pelo ministro Dario Durigan, saiu no Diário Oficial da União na quarta-feira (28). A operação foi negociada com o Banco ABC Brasil, o Citibank, o Deutsche Bank e o JP.
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Morgan, e faz parte do plano de reestruturação financeira da estatal.
Na prática, a garantia do Tesouro Nacional permite que o governo federal seja acionado para pagar a dívida se os Correios deixarem de cumprir suas obrigações financeiras. A liberação dos recursos, porém, ainda depende da conclusão das etapas finais do processo.
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Como será a liberação do crédito
A previsão é que 5 bilhões de reais entrem na assinatura do contrato. Os 2 bilhões de reais restantes devem ser liberados até dezembro.
O financiamento tem prazo de 15 anos e prevê três anos de carência antes de a estatal começar a pagar as parcelas. O novo empréstimo soma-se a um crédito de 12 bilhões de reais que os Correios contrataram em dezembro de 2025, também com garantia da União.
Naquela ocasião, o dinheiro veio do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, do Bradesco, do Itaú Unibanco e do Santander.
O que prevê o plano de recuperação
O plano, que cobre o período de 2025 a 2027, reúne medidas para cortar despesas, aumentar receitas e vender ativos. Entre as iniciativas estão um programa de demissão voluntária, a renegociação de contratos e o fechamento de unidades que dão prejuízo.
A empresa calculava inicialmente precisar de 20 bilhões de reais, mas revisou essa necessidade para 19 bilhões de reais.
Prejuízo cresce no primeiro semestre de 2026
Os Correios fecharam o primeiro semestre de 2026 com prejuízo líquido de 5,55 bilhões de reais. A perda representa alta de 30,36% em relação aos 4,26 bilhões de reais registrados no mesmo período do ano anterior. Em 2025, o resultado negativo da estatal somou 8,5 bilhões de reais.
Além do empréstimo, o governo prevê um aporte de pelo menos 6 bilhões de reais na empresa até o fim de 2027. O valor já está reservado no Orçamento e aparece entre as condições do contrato de crédito. Esse aporte é separado dos 7 bilhões de reais do financiamento e deve ser usado na recuperação financeira da estatal.
Editoria:
Redação Economia
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