Flávio propõe suspender dívidas, mas Durigan alerta para “calote geral” e crédito travado

Pessoas físicas e empresas poderiam enfrentar crédito mais restrito, enquanto Durigan afirma que a suspensão comprometeria os recursos para novos empréstimos.

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Dario Durigan, ministro da Fazenda, falou em evento de lançamento do Desenrola Adimplentes.
Dario Durigan, ministro da Fazenda, falou em evento de lançament...
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Flávio Bolsonaro propôs comprar dívidas bancárias e suspender temporariamente os pagamentos de consumidores e empresas caso seja eleito presidente. Nesta terça-feira (20), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, alertou que a medida poderia provocar um “calote geral” e travar o sistema de crédito.

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A proposta prevê carência de seis meses para pessoas físicas e de um ano para empresas. Durigan afirmou que a interrupção dos pagamentos reduziria os recursos disponíveis para novos empréstimos e não significaria o perdão das dívidas.

Durigan diz que suspensão pode travar o crédito

Para Durigan, a medida seria impossível de implementar e prejudicaria consumidores e empresas que dependem de financiamentos.

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“Nenhum governo tem o poder de implementar um calote geral na economia que, na prática, travaria todos os sistemas de crédito”, afirmou.

O ministro disse que, sem receber os pagamentos por até um ano, o sistema financeiro teria menos recursos para conceder financiamentos imobiliários, crédito para a compra de eletrodomésticos, capital de giro para empresas e crédito rural. Ele também afirmou que a falta de recursos poderia afetar a devolução de valores aplicados e depositados em contas bancárias.

“Se o sistema financeiro fica sem receber trilhões de reais por até um ano, não haverá recurso para esses novos créditos e, no limite, nem para devolução do dinheiro que você tem em investimento e depositado em contas bancárias”, declarou.

Proposta prevê compra de dívidas pelo governo

No debate presidencial da Band, Flávio Bolsonaro defendeu que o governo comprasse dívidas dos bancos com descontos negociados junto às instituições financeiras. Também prometeu oferecer crédito barato e de longo prazo e abrir espaço de mais de R$ 200 bilhões no Orçamento federal para ajudar a população a quitar débitos.

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“No meu governo, a gente vai comprar a sua dívida dos bancos. E o que vai acontecer com isso? Vai ser já por um valor muito menor. Quando eu começar a ser presidente da República, a taxa de juros já vai começar a cair de uma forma muito rápida.

E para você que é pessoa física, vai ficar seis meses congelado, parada a sua dívida, você não vai pagar boleto nenhum. E para você que é pessoa jurídica, esse prazo vai ser de um ano, um ano sem pagar os seus boletos, sem pagar as suas dívidas que estão atrasadas”, disse o senador.

Durigan argumentou que a suspensão não eliminaria os débitos: os consumidores continuariam endividados e os juros seguiriam incidindo sobre os valores devidos. “Você continua endividado nessa proposta e os juros continuam aumentando a sua dívida”, afirmou.

Flávio não detalhou como as medidas seriam operacionalizadas. A CNN Brasil entrou em contato com a campanha do senador e aguardava posicionamento.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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