Desenrola 3.0 prevê desconto mínimo de 90% em dívidas; edital para bancos sai nesta quinta

O governo federal deve publicar na quinta-feira (22) o edital que abre a adesão de instituições financeiras ao Desenrola 3.0, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan. O anúncio foi feito na quarta (21).
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O edital vai formalizar a consulta aos bancos que, como credores, tenham interesse em oferecer carteiras de dívidas para compra pelo governo. Depois da publicação, as instituições terão até cinco dias úteis para informar o volume das carteiras.
Leilão deve ocorrer entre novembro e dezembro
A expectativa é que até R$ 90 bilhões sejam registrados ao longo do edital. No lançamento do programa, a previsão era de R$ 150 bilhões em renegociações. Com os valores em mãos, o governo vai definir o tamanho do leilão.
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Segundo Durigan, a disputa deve acontecer entre novembro e dezembro. “Queremos entender o tamanho das carteiras e sair até o fim do mês que vem com um leilão. Todas as instituições credoras que querem participar do leilão terão que se manifestar agora”, afirmou o ministro.
O novo programa de renegociação do governo petista foi anunciado no fim de setembro, em meio a uma série de medidas lançadas em um “pacote de bondades” durante a disputa pela Presidência da República.
Desconto mínimo será de 90% sobre as dívidas
De acordo com o ministro, o foco serão dívidas de 2 a 4 anos e meio de pessoas físicas e MEIs (Microempreendedores Individuais). “Há uma dívida que ainda impede o acesso a crédito de dívidas mais antigas, vamos tratar como uma cura dessas dívidas”, disse.
Durigan explicou ainda que a chamada vai aceitar várias faixas de renda, inclusive devedores com ganhos acima de cinco salários mínimos. A prioridade, porém, são os débitos menores.
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A regra prevê aquisição com pelo menos 90% de desconto, percentual que pode subir conforme o resultado do edital. “Nesse edital informa se a carteira que tem interesse aceita oferecer 90% no mínimo no deságio. A partir desse valor vamos fazer um recorte para haver competição e chegar em 93% ou 95%”, explicou o secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron.
Versões anteriores do Desenrola
A primeira edição do Desenrola saiu em 2023, primeiro ano do governo Lula (PT). Uma faixa atendia pessoas com renda mensal de até dois salários mínimos ou inscritas no Cadastro Único (Cad Único), com dívidas de até R$ 5 mil negativadas entre 1º de janeiro de 2019 e 31 de dezembro de 2022.
A outra contemplava devedores com renda mensal de até R$ 20 mil, que negociavam diretamente com os bancos participantes.
Em maio de 2026, veio o Desenrola 2.0, que também liberou o uso do saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quitar débitos. Ele atendeu famílias com renda de até 5 salários mínimos (R$ 8.105), com dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC) contratadas até 31 de janeiro de 2026 e atraso entre 90 dias e 2 anos.
Nessa segunda versão, quem aderiu teve o CPF bloqueado em casas de apostas por 12 meses. A avaliação do governo Lula (PT) é que as apostas impulsionaram o endividamento das famílias.
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Redação Economia
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