COP31 começa na Turquia com debate sobre energia limpa e compromissos climáticos

Nações insulares do Pacífico pedem financiamento para resiliência e proteção dos oceanos, enquanto a conferência avalia as metas climáticas dos países.

3 min

COP31, a conferência do clima da ONU, é realizada na Turquia em 2026 | Foto: Reprodução/CNN Brasil
COP31, a conferência do clima da ONU, é realizada na Turquia em ...
▼

A COP31 começa nesta segunda-feira (9), na Turquia, com a participação de dezenas de autoridades mundiais para discutir medidas contra a crise climática. Pelo acordo entre os dois países, a Austrália ficará à frente das negociações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um dos principais temas será a transição para a energia limpa. Governos e empresas devem discutir como ampliar o acesso a energia acessível, confiável e segura, acelerar a redução do uso de combustíveis fósseis e aumentar a geração renovável.

Cúpula avaliará compromissos climáticos dos países

A conferência examina dados nacionais sobre as emissões de gases de efeito estufa para avaliar os resultados das medidas adotadas, o avanço em relação ao objetivo da Convenção e a necessidade de elevar a ambição climática e acelerar a implementação dos compromissos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Turquia usa grandes quantidades de carvão e petróleo, e suas emissões de dióxido de carbono cresceram drasticamente nas últimas décadas. O país se comprometeu a zerar as emissões líquidas até 2053 e a ampliar o uso de energias renováveis.

Um relatório sobre energia renovável foi elaborado pela Irena (Agência Internacional para as Energias Renováveis), pela Presidência da COP31 e pela Global Renewables Alliance. Divulgado em setembro, o documento afirma que a implementação global de energia renovável precisa mais do que dobrar para cumprir a meta climática de 2030, apesar de ter atingido nível recorde no ano passado.

Países insulares do Pacífico pedem financiamento e proteção

Nas discussões pré-COP, nações insulares do Pacífico defenderam maior acesso a financiamento para projetos de resiliência, proteção dos oceanos e a manutenção do aquecimento global abaixo de 1,5 °C em relação aos níveis pré-industriais.

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, essa meta é inalcançável a curto prazo, mas poderia ser atingida ao longo do tempo com a redução das emissões. Os países insulares enfrentam inundações mais frequentes, intrusão de água salgada e condições climáticas instáveis.

Leia também

Tuvalu é formado por estreitas faixas de terra que ficam, em média, a cerca de 2 metros acima do nível do mar. Na terça-feira (3), representantes de cerca de 30 países assinaram uma declaração em apoio às prioridades das nações insulares e a “reduções profundas, rápidas e sustentadas das emissões”.

Murat Kurum diz que não há tempo a perder

Na quinta-feira (5), Murat Kurum, presidente da COP31, afirmou que limitar o aquecimento global é uma questão de sobrevivência e acusou muitos países de se esquivarem da responsabilidade de reduzir as emissões.

“Não temos um minuto sequer, nem um dia sequer, a perder”, alertou Kurum.

A Redação Brasil reúne a cobertura do Clique Fatos sobre o noticiário das cidades e dos estados brasileiros. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!